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Grupo de Manaus se contamina em viagem e busca ajuda na UPA

Sete pessoas, incluindo duas crianças, saíram de férias e foram infectados pela Covid-19; uma mulher está na UTI

| ACidadeON/Araraquara

Grupo de Manaus se contamina em viagem e busca ajuda na UPA
Sete pessoas, incluindo duas crianças, que saíram de Manaus em férias contraíram Covid-19 e estão internadas em Araraquara. Elas estavam em uma van que deixou a capital amazonense no dia 26 de dezembro e passou por vários estados brasileiros.

Há cinco dias, uma mulher, de aproximadamente 45 anos, apresentou os primeiros sintomas da doença. O grupo que passava pela região parou para receber atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Xavier.

Desde a noite da última segunda-feira (11), quando eles chegaram, sete pessoas seguem internadas. A mulher em estado grave na UTI da Santa Casa e outras seis pessoas no Hospital de Campanha, incluindo duas crianças, de 3 e 8 anos.

O corretor de imóvel, Pablo Maciel de Almeida, de 34 anos, é um dos membros do grupo. Ele conta que todos são colegas de trabalho e que aproveitaram o final de ano para viajar.

"Saímos de Manaus em um período em que a doença estava mais controlada e resolvemos nos aventurar em algumas entradas do país. A gente seguiu viagem por Porto Velho, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e depois viemos para São Paulo", explica Pablo.

Pablo lembra que no meio do caminho, já no estado de São Paulo, uma colega começou a passar mal e que o grupo decidiu procurar atendimento médico em Araraquara.

"Quando a gente estava subindo o mapa, ela começou a passar mal e paramos em Araraquara. Ela testou positivo e já ficou internada. Ela teve o pulmão mais comprometido e ela precisou ser entubada. Outras seis pessoas testaram positivo para a covid-19 e nós três, que testamos negativo, tivemos que ficar aqui na van", ressalta.

O grupo pretendia voltar a Manaus no dia 15 de janeiro. Por conta da contaminação, isso só deve acontecer quando todos forem liberados da quarentena. Três pessoas seguem dentro de uma van, que está estacionada nas proximidades da UPA.

"Como não temos tanto recurso para estadia e a prefeitura não conseguiu nenhum hotel para nos hospedar, eles estão nos assistindo em relação a alimentação. Mas nossa maior questão hoje é dormir e higiene pessoal. Mesmo testando negativo, temos que ficar na cidade por dez dias, por conta do contato que tivemos com eles", explica.

Segundo Pablo Maciel de Almeida, a reserva que o grupo tem é pequena e, por isso, eles estão aceitando ajuda. A prefeitura está fornecendo alimentação e permitindo que eles utilizem um quarto com banheiro na UPA da Vila Xavier.

Procurada, a secretaria municipal de Saúde ainda não se manifestou sobre o assunto.



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