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Dia do Teste do Pezinho é celebrado neste domingo em todo território nacional

Dra. Tatiana Provasi Marquesi explica a importância do exame durante o neonatal e o que deve mudar com a nova lei sancionada

| ACidadeON/Araraquara

Sistema Único de Saúde (SUS) faz 2,4 milhões de testes anuais (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Como forma de celebrar e conscientizar a população sobre a importância em detectar doenças em recém-nascidos, o Dia Nacional do Teste do Pezinho é celebrado neste domingo (6). De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) faz 2,4 milhões de testes anuais em mais de 28 mil locais, entre maternidades e Unidades Básicas de Saúde, em todo o Brasil. 

Segundo a obstetra e ginecologista Tatiana Provasi Marquesi, o exame de triagem neonatal é feito para rastrear doenças genéticas e metabólicas nos bebês entre o terceiro e quinto dia de vida, através da coleta de sangue feita pelo calcanhar. No Brasil, o teste do pezinho é obrigatório. "O objetivo do teste é identificar distúrbios e doenças em tempo oportuno para iniciar o tratamento adequado. Assim, é possível não apenas reduzir a morbimortalidade, mas melhorar a qualidade de vida nas crianças com testes positivos", explica. 

No final do mês passado, foi sancionada a Lei nº 14.154, que amplia para 50 o número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho oferecido pelo SUS. O exame, atualmente, engloba apenas seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. 

A obstetra explica, contudo, que essa ampliação ocorrerá de forma escalonada no período de um ano e caberá ao Ministério da Saúde estabelecer os prazos para implementação de cada etapa do processo, que deve seguir os passos:

- Primeira etapa: inclusão de doenças relacionadas ao excesso de fenilalanina; patologias relacionadas à hemoglobina; e toxoplasmose congênita;

- Segunda etapa: nível elevado de galactose no sangue; aminoacidopatias; distúrbio do ciclo de ureia; e distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos;

- Terceira etapa: doenças que afetam o funcionamento celular;

- Quarta etapa: problemas genéticos no sistema imunológico;

- Quinta etapa: será testada também a atrofia muscular espinhal.

De acordo com a Dra. Tatiana, essa escala é necessária para que a rede pública se estruture com relação ao treinamento de equipe, adquira equipamentos necessários para avaliação e também para incorporar tratamentos para esses bebês que possam ter os exames positivados. 

"A gente encara isso como algo positivo, porque muitas doenças metabólicas, genéticas e graves podem ser silenciosas e, se não detectadas precocemente, podem gerar sequelas, inclusive, irreversíveis para essas crianças. Na rede privada, já encontramos testes capazes de rastrear até cem doenças, mas que não são acessíveis a todos. O aumento dessa lista é, sem dúvidas, um avanço", explica.

Quem é Dra. Tatiana Provasi Marchesi?
Dra. Tatiana Provasi Marchesi se formou em medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, e tem duas residências médicas pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), sendo uma em ginecologia e obstetrícia e outra em ultrassonografia obstétrica e ginecológica.  

Apaixonada pelo universo feminino, Dra. Tatiana possui títulos de especialista nas duas áreas pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atualmente, atende em seu consultório na clínica Humanitá Araraquara, onde segue no propósito de prestar assistência humanizada e integrativa à mulher e ao nascimento.


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