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Pesquisadora da Unesp de Araraquara cria 'cerveja saudável'

Bebida pode evitar a desidratação e repor nutrientes importantes para o corpo, é indicada para consumo durante a prática de exercícios físicos

| ACidadeON/Araraquara -

 

Amostra da cerveja produzida pelos cientistas da Unesp (Foto: Deborah Oliveira De Fusco)

 

Pesquisadora da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" desenvolveu a primeira cerveja Pilsen de baixo teor alcoólico e isotônico do Brasil. 

A cerveja saudável e puro malte pode evitar a desidratação e repor nutrientes importantes para o corpo, é indicada para consumo durante a prática de exercícios físicos. 

Desenvolvida por Deborah Oliveira de Fusco, durante seu doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFar) da Unesp, em Araraquara, a cerveja saudável passa pelo mesmo processo de fabricação das cervejas alcoólicas. 

"Para fazer essa cerveja você pode utilizar as instalações tradicionais, as pessoas que já fabricam a cerveja Pilsen tradicional vão poder também fabricar a cerveja sem álcool isotônica, ou a cerveja de baixo teor alcóolicos. Os custos seriam basicamente os mesmos, ela tem em relação à bebida isotônica ela apresenta compostos antioxidantes que vão oferecer essa vantagem em relação à bebida isotônica tradicional e também o sódio e potássio, é feito um ajuste para ela ser denominada isotônica", disse em entrevista à CBN Araraquara.  

Imagem mostra a preparação de fermento para a produção da cerveja (Foto: Deborah Oliveira De Fusco)

Oliveira de Fusco ressaltou ainda que a nova cerveja leva vantagem em relação aos produtos isotônicos encontrados no mercado, por possuir substâncias antioxidantes naturais com potencial para retardar o envelhecimento das células.
Com isso, ela é indicada para o consumo durante atividade física. 

"Em atividade física até uma hora podemos consumir água sem problemas, ela repõe os fluidos corporais. No entanto, após uma hora, o ideal é que possamos repor também os sais, principalmente, o sódio e potássio e aí que a bebida isotônica entra para repor não só sódio e potássio como também repor os carboidratos", disse. 

Mesmo com as alterações em relação ao produto comercializado no mercado, não houve mudança no paladar das pessoas que participaram dos diferentes testes sensoriais. 

O que preocupa a pesquisadora é a falta de interação e negociação entre as universidades e as empresas, podendo ser uma barreira. 

"Sabemos que a parceria da universidade com a indústria não é nada fácil aqui no Brasil. Lógico que temos em vista que toda pessoa que produza uma cerveja Pilsen tradicional pode também sem fazer ajustes de planta, ela também poderia produzir essa cerveja, então assim, estamos abertos a possibilidades. No entanto, no momento, não temos nenhuma parceria", finalizou.

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