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Ceia de Natal inflacionada fará araraquarenses economizarem na data

Com produtos até 27% mais caros, o caminho é substituir por alimentos de época e mais em conta, avaliou economista

| ACidadeON/Araraquara -


Ceia de Natal "inflacionada" pede substituição de cardápio (Foto: Divulgação)


A ceia de Natal vai pesar mais no bolso do araraquarense neste ano. Bacalhau, frango, ovos, azeites, pães e vinhos são alguns dos itens mais inflacionados. 

Segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), o frango foi o alimento que mais encareceu no último ano - de dezembro de 2020 a novembro deste ano, o valor subiu cerca de 27%. Na sequência vem o ovo, com aumento de 20%. 

O economista Eduardo Róis Morales aponta que esse aumento na ceia de Natal é consequência de três fatores básicos: o aumento da inflação e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além da desvalorização do real. 

" O IPCA nos últimos 12 meses aponta para algo um pouco superior a 10% e sobre desvalorização do real, é importante nesse caso porque alguns produtos que acompanham a ceia de Natal são importados, como bebidas e nozes, e como são produtos de época tem um encarecimento normal por conta da demanda maior nesse período do ano", apontou. 

Róis aconselha a substituição por produtos nacionais, como frutas de época. 

"Uma forma de o araraquarense minimizar um pouco isso é substituir algumas coisas por produtos nacionais, que também subiram, por exemplo, trocar nozes por castanha, frutas secas importadas por frutas frescas nacionais, como pêssego e uva que são frutas da época", avaliou. 

NATAL INFLACIONADO
Na família da professora Madu Carnesecca a saída vai ser dividir a conta entre os cinco irmãos para o almoço de Natal. 

"Não fazemos a ceia de Natal e sim o almoço mas vamos rachar a conta esse ano entre nós para não pesar", comentou. 

Já o representante comercial Eduardo Soranso apontou que a opção é substituir o peru pelo frango e frutas importadas por nacionais. Mas para ele o que mais importa são as pessoas ao redor. 

"Uma opção é trocar o peru pelo frango, a picanha pela carne de panela, frutas caras por banana, manga e laranja. Fazer um arroz a grega, uma maionese grega. Vou deixar os itens caros no mercado. O que vale são as pessoas", frisou. 

A comerciante Sílvia Benini Negrão comemorou que ganhou uma leitoa em uma rifa e a ceia está garantida. 

"Vou levar a porquinha para assar e minha sogra vai fazer frango assado. Não pode faltar maionese, arroz branco temperado, farofa e frutas", disse.
Para o economista Róis, como os alimentos tradicionais de Natal aumentaram mais do que o IPCA, a substituição por outros itens fica um pouco mais limitada. 

"Os alimentos em particular aumentaram mais do que o IPCA, então limita bastante o efeito substituição, você não tem muita opção e para onde correr para fazer uma ceia boa e diversificada. Ou se gasta mais ou se come menos, a substituição de alguns itens importados por nacionais é o meio mais eficaz de buscar algum barateamento desse conjunto de alimentos tão tradicionais no Natal", conclui.

 


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