Publicidade

cotidiano

Escolas particulares de Araraquara descartam comprovante da vacina

Presidente da AEPAR disse à CBN que objetivo é conscientizar as famílias, mas, não, de impedir a entrada dos alunos

| ACidadeON/Araraquara -

Escolas vão seguir protocolos, mas descartam exigir passaporte vacinal de crianças (Foto: Eduardo Lopes/PMC)
 



As escolas particulares de Araraquara descartaram a exigência do comprovante de vacina contra a covid-19 como condição para a frequência escolar dos alunos. O entendimento foi tomado após reunião realizada, nesta terça-feira (18), pela Associação das Escolas Particulares de Araraquara (AEPAR). 


Em entrevista ao Manhã CBN, a presidente da associação e vice-presidente do Conselho Municipal de Educação, Paula Riberio, disse que o papel das escolas será o de conscientizar as famílias sobra a importância da vacina, mas, não, de impedir a entrada dos alunos. 


"Uma criança que não foi vacinada não pode ser proibida de frequentar a escola, essa vai ser uma decisão da família. Cabe a escola orientar, mas não colocar o impeditivo para o direito da criança de estudar, que hoje é garantido pela Constituição. Ainda não existe nenhuma lei que regulamenta a obrigatoriedade de um passaporte vacinal, com relação à vacina da covid". 


"A carteirinha de vacinação é exigida na matrícula como documento comum, que vai ser exigido em qualquer escola, mas ela não é impeditivo de uma criança frequentar, porque ela não tem alguma vacina em atraso. E é por isso que os pais têm que ser orientados e é isso que a associação vai fazer daqui para frente: recomendar a vacinação de todos os nossos pequenos. A não ser que venha uma deliberação ou alguma coisa que venha do conselho nacional de Educação, algo que venha bem de cima mesmo", completou. 


Na última terça-feira, em visita a São Carlos, o secretário Estadual da Educação, Rossieli Soares, confirmou que o comprovante da vacina também não será exigido para os estudantes da rede estadual de ensino. Para a rede municipal de Araraquara ainda não houve deliberação. 


"Não vamos tornar obrigatória a vacinação para a criança entrar na escola. Isso é muito importante, porque, não é a criança que toma a decisão, e se o pai decidir não vacinar estaríamos punindo a criança para ela não ir a escola. Não faz sentido, defendo que lugar de criança é na escola, mas obviamente vamos trabalhar com a conscientização para que os pais vacinem os seus filhos", comentou. 


Hoje (19), Araraquara iniciou a vacinação das crianças de 5 a 11 anos com comorbidades. No início desta semana, a cidade recebeu 980 doses da vacina pediátrica da Pfizer para iniciar a campanha de vacinação neste público-alvo. 


Segundo Paula Ribeiro, o entendimento neste momento é de continuidade do calendário escolar, garantindo que todos os protocolos sejam seguidos. 


"Vamos seguir o calendário com certeza. A expectativa era que a vacinação das crianças estivesse um pouco mais adiantada, porém, como não aconteceu não podemos adotar a vacina como fator condicionante para a volta às aulas presenciais. O que precisamos ressaltar é que essas crianças não podem ficar mais um dia sem aula", pontuou. 


A presidente da AEPAR também reforçou que a escola é um ambiente seguro e que os pais podem ter tranquilidade no retorno do ano letivo. 


"Infelizmente não chegou vacina para todas as crianças e talvez demore meses para que consigamos vacinar todo mundo. O que precisamos lembrar é que não existe nenhum ambiente que é 100% seguro, nem a própria casa dentro do cenário pandêmico. Mas a gente precisa lembrar e deixar isso como ponto principal de que a escola, com certeza, com os protocolos corretos, é um dos ambientes mais seguros dentro desse mundo pandêmico", finalizou.

Mais notícias


Publicidade