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Araraquara celebra Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Atividade pode ser acompanhada nesta sexta-feira (21), a partir das 19h30, pelo Facebook da Prefeitura

| ACidadeON/Araraquara -

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado nesta sexta-feira (21) e, para marcar a data, será realizada uma live às 19h30, com transmissão pelo Facebook da Prefeitura de Araraquara. O evento é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e da Participação Popular da Prefeitura de Araraquara, através da Coordenadoria de Políticas Étnico-Raciais e do Conselho Municipal de Combate à Discriminação ao Racismo.

A live tem o tema "Os desafios no enfrentamento ao racismo religioso no município" e contará com a participação dos religiosos de matrizes africanas de Araraquara, como Pai Izaias de Omolu, Mãe Lúcia e Doté Felix D'Oxum. Os convidados são Egbomi Edelamare de Xangô, subprocuradora-geral do Ministério Público do Trabalho de Brasília, e Tateto Sebastião Kizambore, de São Paulo.

Alessandra Laurindo, coordenadora de Políticas Étnico-Raciais, falou sobre a relevância do encontro. "O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é muito importante, em especial para refletirmos e debatermos sobre o aumento dos ataques à casas de matrizes africanas, o que chamamos de racismo religioso, seja pelas invasões aos terreiros, agressões aos sacerdotes, zeladores, pais e mães de santos que não conseguem professar a fé em paz", alertou.

Ela salientou a necessidade de promover o respeito entre os praticantes de cada religião. "Teremos a presença de importantes religiosos debatendo sobre o tema e também de orientação jurídica para casos discriminatórios. É importante que a sociedade como um todo prestigie, independente da religião, pois a prática ao respeito será trazida para a live", assegurou.

A presidente do Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo (COMCEDIR), Mãe Sílvia de Xangô, fez um resgate histórico em torno da data. "Esse dia foi promulgado porque a orixá Gilda de Ogun sofreu um ato extremo de intolerância religiosa que culminou no seu falecimento. É necessário se combater todos os dias a intolerância religiosa. Nós, povo de axé, comunidades de terreiro, não temos que ser tolerados e sim respeitados, Está na nossa Constituição, na Carta Magna, poder ter uma religião ou se escusar de ter essa religião. Vamos obedecer a constituição Federal. Axé para quem é de axé, amém para quem é de amém, saravá para quem é de saravá, aloha para quem é de aloha", analisou.



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