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cotidiano

Com 80 moradores em situação de rua, frio causa preocupação

Secretaria municipal de Assistência e Desenvolvimento Social afirma que está colocando em prática Plano de Inverno

| ACidadeON/Araraquara -

 

Segundo levantamento, 80 pessoas vivem em situação de rua em Araraquara (Foto: Reprodução)

A onda de frio que atinge boa parte do país nesta semana deve afetar mais intensamente moradores que vivem em situação de rua. Somente em Araraquara, são 80 pessoas nesta condição atualmente. 

Na madrugada desta quarta-feira (18), a mínima pode alcançar os 6ºC na cidade. Ao longo do dia, a máxima não deve ultrapassar os 15ºC, segundo previsão da Defesa Civil do Estado. 

Para garantir a integridade física desta população durante este período mais frio, a secretaria municipal de Assistência e Desenvolvimento Social afirmou que está colocando em prática o Plano de Inverno, com três serviços de acolhimento e equipes de abordagem social nas ruas. 

"A gente intensifica as ações para mobilizar a ida deles para o acolhimento. Caso não haja a aceitação, que a gente possa distribuir cobertores e monitorarmos a situação deles nas ruas", disse Jacqueline Pereira Barbosa, secretária da pasta.  

Jacqueline Pereira Barbosa é secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Foto: Amanda Rocha/ acidade on)

Segundo ela, outro indicador de vulnerabilidade social é o número de beneficiários do programa de locação social, que aumentou de 26 para 150 nos últimos meses, ou seja, 476%. 

Diante da queda nas temperaturas, poder público, grupos de voluntários e Organizações Não Governamentais (ONGs) também discutiram em reunião nesta terça-feira (17) ações integradas, com o objetivo de construir um fluxo de trocas de informações. 

"A gente trabalha, neste momento, na proteção do frio, mesmo que seja provisório. Que eles possam ir à Casa de Acolhida, pernoitar, mas entendemos o tempo e a escolha de cada um", disse a secretária. 

AGASALHOS 

Outra preocupação são as pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. Segundo a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Cidinha Silva, aproximadamente 6 mil famílias recebem algum tipo de ajuda atualmente. Antes da pandemia, eram 1,5 mil. 

"O poder aquisitivo das pessoas caiu muito. Para comprar o básico já está difícil. As pessoas não têm condições de estar comprando um agasalho, cobertor", disse.  

Cidinha Silva é a presidente do Fundo Social de Solidariedade (Foto: Amanda Rocha)

Até o dia 31 de julho, o Fundo realiza a campanha do agasalho. Em Araraquara, são 120 pontos de arrecadação. A relação completa está disponível AQUI.

Segundo Cidinha Silva, a situação é preocupante. "A gente não recebeu a quantidade de agasalho necessária para distribuir para as famílias e a procura está muito grande", afirmou. 

Ela explicou que as pessoas em situação de vulnerabilidade podem procurar os Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) e a secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, que fazem a intermediação com o Fundo Social. 

"Eu acredito que todo mundo tem um agasalho esquecido dentro do guarda-roupa. Que as pessoas se sensibilizem, abram seus armários e façam a doação para a gente", apelou. 

O agasalho deve ser doado em bom estado e higienizado. 

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