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cotidiano

Honain atribui 'nova versão' da dengue a explosão de casos

Secretária da Saúde falou sobre número de casos ultrapassar segunda maior epidemia da história

| ACidadeON/Araraquara -


 

 

Em entrevista ao Giro CBN, da CBN Araraquara, nesta segunda-feira (23), a secretária da Saúde, Eliana Honain, falou sobre a segunda maior epidemia de dengue vivida pelo município, com 8.734 casos. 


Honain atribuiu a explosão de casos e mortes a uma nova versão do vírus circulando na cidade. Segundo ela, a doença é cíclica, se apresentando a cada três anos. 


"Não é só Araraquara, a região toda está com grande número de casos de dengue. Somos uma área endêmica do mosquito e o que tivemos é que com esse novo ciclo veio um novo vírus", introduziu. 


"O vírus de 2019 era um tipo e esse de 2022 é outro. Com isso, temos toda a nossa população suscetível e isso desencadeia esse processo. Se tivéssemos o mesmo sorotipo de 2019, não teríamos essa explosão de casos", completou.  

Eliana Honain falou sobre 'explosão' de casos de dengue em Araraquara (Foto: Amanda Rocha)
 



Dados da Vigilância Epidemiológica mostram que até esta segunda-feira (23) foram registrados 8.734 casos da doença, sendo 150 em janeiro, 701 em fevereiro, 4.678 em março, 2.920 em abril e 285 em maio. Também foram registradas 13 mortes por dengue em 2022. 


Na avaliação da responsável pela saúde pública municipal, um dos desafios é sensibilizar a população para o papel dela de cuidar melhor dos ambientes dentro de suas residências e assim eliminar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. 


"Tendo-se o mosquito e aparecendo um caso positivo, ele passa a picar uma pessoa positiva e vai fazendo, infelizmente, a disseminação da doença. A população precisa estar alerta todo o momento, o número de casos começa a cair, mas temos que manter nossas ações", pontuou. 


Recentemente, Araraquara criou um comitê visando investigar as mortes e casos mais graves de dengue na cidade. Segundo Eliana Honain, nos primeiros dez dias, uma das situações identificadas pelo grupo é que 60% das mortes foram de pessoas com comorbidades. 


"O que temos de concreto é que mais de 60% dos óbitos são pessoas com outras comorbidades sérias e que a dengue veio agravar. Agora, nos casos em que as pessoas não tinham comorbidade ainda estamos estudando e não temos a conclusão sobre eles", adiantou. 


Questionada sobre quais áreas da cidade inspiram maior atenção do poder público, a responsável pela Saúde municipal apontou haver ao menos três regiões priorizadas devido à grande concentração de pessoas: região Norte, Central e Vila Xavier. 


"São ações que estamos repetidamente fazendo e desenvolvendo nos pequenos mutirões para remoção de inservíveis, fazendo a nebulização, tudo o que é necessário, estamos trabalhando intensamente, na cidade toda", finalizou Honain.

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