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Pesquisadores de Araraquara desenvolvem kit de genética educativo

Kit "Le DNA" usou como base tecnologia de edição genética inovadora, presente em filmes de ficção científica; kit ensina genética de forma lúdica para jovens

| ACidadeON/Araraquara -

  

Pesquisadores da Unesp de Araraquara desenvolvem kit que ensina genética de forma lúdica para jovens ( Foto: Divulgação)

 

 


 

Estudantes de mestrado da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP) criaram um material lúdico para ensinar para alunos do ensino médio técnicas de genética e bioquímica.

O projeto do kit usou como base uma tecnologia de edição genética, muito presente em filmes de ficção científica. 

 A ferramenta, denominada Crispr-Cas9, está cada vez mais próxima da realidade e é o futuro da tecnologia genética, capaz de alterar genes do DNA de seres vivos sem precisar retirá-los do organismo.  

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 No início de 2020, começamos a pensar em como a técnica é revolucionária e como é importante entender como ela funciona, não só quem vai aplicar e desenvolver pesquisas com ela na prática, mas também o público em geral", disse Guilherme Kundlatsch, aluno de mestrado e idealizador do projeto. 

MATERIAL ACESSÍVEL
Semelhante a um quebra-cabeça, as peças do kit intitulado Le DNA representam nucleotídeos, ribossomos, aminoácidos, moléculas de DNA e RNA e as proteínas de um organismo celular.

Suas peças são produzidas em MDF com encaixes específicos, que permitem somente a junção de ligações possíveis de serem realizadas no universo da genética e bioquímica.

Assim, além de aprenderem com a "mão na massa", os alunos conseguem utilizá-lo de forma independente e intuitiva, sem grandes instruções. O material é um material derivado da madeira e popularmente usado por ser acessível e barato. 

 "Começamos a pensar em como poderíamos desenvolver uma forma de ensinar a Crispr no ensino médio, uma forma que não precisasse de equipamentos caros, que fosse acessível, então optamos por usar o MDF e uma máquina de corte a laser", disse o mestrando. O preço unitário de produção fica entre R$ 40 e R$ 50. "Acaba sendo muito mais barato do que montar um laboratório, já que menos da metade das escolas públicas no Brasil têm acesso a laboratórios de Biologia", disse Guilherme.

O kit está sendo testado com cerca de 100 estudantes de uma Escola Estadual em São Carlos (SP), em atividades que ocorrem duas vezes por semana.

O próximo passo dos pesquisadores é treinar professores do ensino médio para que eles possam aplicar o kit em sala de aula.

"Nosso objetivo é deixar o Le DNA aberto para quem quiser adaptá-lo, de acordo com as necessidades de cada escola", afirma Danielle Biscaro Pedrolli, orientadora da pesquisa. 

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