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AraraquaraCotidianoComportamento: psicólogas de Araraquara dão dicas na voltas às aulas

Comportamento: psicólogas de Araraquara dão dicas na voltas às aulas

Após o período de férias, a volta às aulas pode trazer ansiedade e mudanças de comportamento nos pequenos

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Volta às aulas pode trazer desafios e adaptações  (Foto: Denny Cesare/Código 19)
Volta às aulas pode trazer desafios e adaptações  (Foto: Denny Cesare/Código 19)

 

Após o período de férias e com uma rotina menos regrada, à volta às aulas pode trazer desafios para algumas crianças e pais. 

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A partir do dia 3 de fevereiro, as escolas estaduais retornam à rotina e um novo ano letivo se inicia. Algumas escolas particulares de Araraquara já retornaram, assim como as escolas municipais. 

Com o retorno 100% presencial após três anos, crianças e adolescentes podem ter dificuldades em se encaixarem no novo ambiente.

Mas o que fazer na adaptação dos pequenos e não tão pequenos? Como administrar os novos hábitos e possíveis crises de ansiedade – que aumentaram na pós-pandemia?  

A psicóloga comportamental Naiara Mariotto comenta que é normal o período de adaptação, afinal, as férias e brincadeiras comandavam até agora a rotina da molecada.  

“É normal ter o período de adaptação, afinal de contas elas estavam pensando em brincadeiras e com a rotina mais bagunçada e relaxada, é possível que essas crianças demandem mais atenção”, aponta. 

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Ela recomenda aos pais antecipação nas rotinas escolares para que as crianças não estranhem tanto a mudança.  

“A primeira coisa é se antecipar e antes de começarem as aulas os pais criarem uma rotina bem próxima da rotina que as crianças terão durante o ano letivo, como horário para acordar, de refeição, para estudar, para eles não estranharem muito, e não ter tanto sono na sala de aula comprometendo o rendimento nos estudos”, aponta.

INCENTIVO
A psicopedagoga e neuropsicopedagoga Cinthia Giordano reforça que sentar junto dos filhos e envolvê-los nas novas tarefas escolares facilita a adaptação. 

“Por exemplo, montar um quadro de rotina seria super interessante, onde é necessário anotar provas, trabalhos e estudos. Sente com as crianças e ajude-os a pensar sobre qual é o objetivo desse ano; como podem planejar horários para realizar as tarefas e as demais atividades do ano; se organizar quanto ao lugar certo para arrumar os livros e cadernos da escola, onde farão as tarefas. O ideal é que não se sintam fazendo sacrifício ao realizarem as atividades escolares” , reflete. 

MUDANÇA COMPORTAMENTAL
A psicóloga Mariotto reforça que caso alguma mudança brusca de comportamento se instale, os pais devem ficar atentos, acolher e buscar auxílio de profissionais. 

Sono, falta de concentração, dor de cabeça e de barriga e irritação podem surgir nesta fase.

“É importante ficar atento as mudanças comportamentais , sono demais ou de menos, comer demais ou de menos, agressividade ou reclusão, tudo isso são sinais de pedido de ajuda de algumas crianças que dependendo da idade não sabem verbalizar. Tudo aquilo que sai de dentro do esperado do seu filho, é melhor prestar mais atenção, e investigar se tem algum horário que acontece, dia específico”, frisa. 

BUSCAR AJUDA
Dialogar e investigar o que acontece é fundamental. Conversar com professores para saber como está o comportamento, e perguntar para a criança o que a incomoda é um caminho. 

“Neste momento as crianças tendem a ficarem mais reclamonas, com dores físicas, porque é muito comum relatar dor de barriga e cabeça para tentar fugir de alguma coisa. Acredito que esse momento ela precisa de rotina, acolhimento, e atenção caso precise entrar com intervenção e ajuda necessária para respaldo na escola e professor para pedir auxílio. Ajuda e parceira é fundamental”, pontua. 

E emenda: “ O ideal é levar a criança par atividades prazerosas, e tentar entender o que anda incomodando, se é um professor, uma aula, dificuldade de aprendizado, um amiguinho, ou se é a própria rotina”, aponta. 

PAIS ANSIOSOS, FILHOS ANSIOSOS
Administrar o tempo. Essa é a chavinha para ajudar no combate a ansiedade neste momento de retorno, segundo a psicóloga comportamental Naiara. 

“Aprender desde pequenos a controlar o seu tempo ajuda na ansiedade, já que 90% das pessoas com ansiedade são pessoas com problemas de má administração de tempo. E  isso é crucial. Já diz a regra que pais ansiosos, filhos ansiosos. O filho é um reflexo do que os pais estão sentido, então caso estejam irritados ou ansiosos isso acaba refletindo para eles. Para poder ajudar, precisamos estar bem”, conclue a psicóloga. 
 

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