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Em meio à pandemia, empresas temem fechar e amargar prejuízo

Representantes do setor produtivo de Araraquara concederam entrevista coletiva na Prefeitura

| ACidadeON/Araraquara

Coletiva de imprensa aconteceu nesta quinta-feira (19) na Prefeitura. (Foto: ACidade ON)

Em meio à pandemia de coronavírus, representantes do comércio, indústria e serviços de Araraquara relatam que não devem fechar suas empresas, ao menos por enquanto, temendo prejuízos e recessão econômica. É que segundo eles, existe o temor por mais meses de baixo faturamento. 

Durante coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira (19), na Prefeitura, representantes do setor falaram sobre os impactos que a pandemia pode causar no faturamento, bem como na vida dos colaboradores e emprego. 

O primeiro ponto tocado no encontro foi à questão do abastecimento. Segundo Fernando Pachiorotti, presidente do Sindicato dos Bares Hotéis e Restaurantes (Sinhores), o araraquarense não deve se preocupar com desabastecimento na área de alimentação. "Somos o celeiro do mundo, não haverá desabastecimento", garante. 

Já o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACIA) José Janone Júnior afirma que os empresários estão envolvidos e preocupados com a questão da saúde pública e contribuindo para que a cidade passe pela crise da forma menos traumática possível. 

"Empresários estão com a cara no balcão, colocações que tratam os empresários como vilões não são bem-vindas. Eles estão também em dificuldade e possuem contas para pagar. Fazem escolhas, assim como os médicos. Decido quem eu pago, demito ou não demito e estamos engajados para um menor impacto dessa crise", afirma. 

Na mesma linha vai o presidente do Sincomércio, Antonio Deliza. Em sua avaliação, não haverá crise de abastecimento e também não existe necessidade das pessoas correrem aos supermercados para fazer estocagem de alimentos.
"O que temos é um problema de saúde e é preciso manter a calma. Ao mesmo tempo, o comércio tem a função social de abastecimento das pessoas e por isso não vamos fechar", defende o representante. 

Retração
Um dos receios do setor produtivo araraquarense, além da propagação rápida da covid-19 é a recessão econômica. Na análise do representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Ademir Ramos, pode ser que as empresas sofram e não consigam honrar seus compromissos, uma vez que estão vivendo com os recebimentos de janeiro e fevereiro e as vendas estão sendo feitas pela internet. 

"Estamos preocupados com abril, maio e junho, que são meses de faturamento baixo e a folha de pagamento não poder ser cumprida. Nosso pedido é flexibilizar a legislação trabalhista para não pesar tanto. Nosso pedido é que haja adiamento do PIS e Confins para novembro e dezembro, pois pesa muito a lei trabalhista", finaliza.

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