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Cumprir novo decreto pode custar até R$ 541 para comerciante

Levantamento informal feito pelo ACidade ON mostra que termômetro e tapete sanitizante estão esgotando na cidade e variam de preço e modelo

| ACidadeON/Araraquara

Tapete sanitizante para calçados é item obrigatório em Araraquara (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)

 

Termômetro sem contato e tapete sanitizante são itens obrigatórios para o setor de comércio e serviços de Araraquara que funcionam em meio à pandemia da covid-19, desde a última quarta-feira (5). Mas, para se adequar a nova realidade, o comerciante precisa desembolsar até R$ 541 a depender do modelo e produto adquirido. 

Levantamento informal realizado pelo ACidade ON, nesta quinta-feira (6), aponta que os itens exigidos pelas autoridades de Saúde estão "disputados" no mercado e em alguns casos há poucas peças ou até mesmo precisam ser encomendados, pois estão em falta nos estoques.  

Em uma farmácia no Centro, por exemplo, o termômetro sem contato, foi encontrado ao preço de R$ 320,95. Já uma farmácia no Santana, o valor do termômetro era R$ 249. Ao consultar uma grande rede de farmácias, a informação passada é que o produto custa R$ 304, porém, demora até dois dias para chegar.  

Termômetro se tornou item essencial nas lojas do comércio de Araraquara (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)

Quando o assunto são os tapetes sanitizantes, há diferentes modelos e tamanhos e por isso, os valores variam ainda mais. Em uma loja na Vila Xavier, o produto foi encontrado por R$ 49,90. Já em um estabelecimento na Vila Furlan, o valor varia de R$ 95 a R$ 220.  

A nova regra está em vigor e o descumprimento prevê multas de R$ 5.768. Mas, apesar disso, há estabelecimentos que ainda não se adaptaram, uma vez que os produtos estão "disputados" e até mesmo em falta no mercado.  

Até neste sentido, o Sindicato do Comércio de Araraquara (Sincomércio), Associação Comercial e Industrial (ACIA) e Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sinhores) chegaram a encaminhar à Prefeitura um ofício relatando o alto valor para adaptação, o que poderia prejudicar em especial, os médios e pequenos negócios. 

Ao entrar nos estabelecimentos clientes precisam ter temperatura verificada (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)

PRAZO APERTADO
Em uma loja de roupas no Centro, a supervisora administrativa, Gabriele Sualdini Alves, de 23 anos, explica que o estabelecimento, apesar do curto tempo, se adaptou rápido as novas regras de higiene e limpeza.  

"Até que nós conseguimos bem rápido o termômetro e o tapete. Mas avisaram um pouco em cima da hora. Eles falaram ontem mesmo e já abrimos com essas normas, conseguimos e por enquanto está legal. Conseguimos rapidinho, o termômetro chegou hoje na verdade", explica.  

Questionada sobre o valor para se adaptar, Sualdini Alves afirma que em especial o termômetro está com o "preço salgado" na cidade. "Na verdade aqui na cidade achamos bem alto o preço do termômetro e pegamos pela internet, pois achamos um custo menor", finaliza.

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