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Técnica de enfermagem de Araraquara pegou covid-19 três vezes

Ela trabalha na linha de frente, ainda não foi vacinada e passou momentos de medo e apreensão com três resultados positivos

| ACidadeON/Araraquara

Técnica de enfermagem Angélica Moreira de Lima pegou covid-19 três vezes (Foto: Arquivo pessoal)
A técnica de enfermagem Angélica Moreira de Lima, de 31 anos, pegou covid-19 três vezes. Atuando na profissão há nove anos, ela trabalha hoje na linha de frente e passou por momentos de incerteza, apreensão e medo com os três resultados positivos, pensando até em abandonar a profissão. 

A primeira vez que pegou covid-19 foi logo no começo da pandemia, em 2020. Na época, trabalhava em uma clínica de saúde e precisou ficar 14 dias afastada. Acabou pedindo demissão e abrindo uma sorveteria. "Fiquei trabalhando na sorveteria por alguns meses mas eu sentia muita falta da minha profissão, então fiz alguns processos seletivos e fui chamada", conta. 

De volta ao trabalho como técnica de enfermagem, Angélica começou a trabalhar em três lugares diferentes. No dia 16 de abril deste ano, sentiu um cansaço além do normal e fez o teste: mais uma vez deu positivo. "Foram dois dias de cama e 14 dias de isolamento. Ficar longe da minha família foi horrível, não poder abraçar minhas filhas, eu tive medo de morrer", conta. 

Na época, o marido de Angélica tinha começado a trabalhar em uma empresa há pouco tempo, então ela foi internada e ele não precisou ficar isolado e faltar ao trabalho. "A gente deixa a nossa família para cuidar de outras pessoas. Eu amo meu trabalho, mas fico chateada quando vejo as pessoas fazendo festa, conversando na rua sem máscara, deveriam pensar mais na gente", diz. 

No dia 14 de maio, menos de um mês depois, Angélica sentiu um mal-estar e fez o exame de novo. "Não acreditei quando deu positivo, chorei muito. Fiquei mais 14 dias em casa, foram os piores da minha vida, fiquei arrasada", recorda. 

Angélica ainda não tomou a vacina contra covid-19 porque estava de plantão no dia que poderia ser vacinada. "Quando estava de folga e tentei, já tinha acabado. Depois fui contaminada, fiquei doente e tive que esperar", diz. Ainda não se sabe porque ela não criou anticorpos contra a doença. 

Ela ressalta que as contaminações não foram fruto de descuido. "Sempre tive todos os cuidados, uso máscara e higienizo as mãos. Entre um turno e outro, sempre passo em casa, tomo banho e troco de roupa antes de ir para o outro hospital. Sou tão cuidadosa que em nenhuma das três vezes meu marido e minhas filhas foram contaminadas, fico feliz por isso", finaliza.


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