Especial Covid-19

Especial coronavirus

Araraquara e região precisam estar em alerta contra a variante delta

O médico Flávio Arbex comenta sobre os riscos dessa nova mutação e recomenda formas de proteção

| ACidadeON/Araraquara -

UPA da Vila recebe pacientes com coronavírus em Araraquara (Foto: ACidadeON)

No final de agosto, Araraquara e outras cidades da região tiveram registros da variante delta da covid-19. Diante desse cenário, o médico Flávio Arbex recomenda que a população se mantenha atenta, pois essa nova versão do vírus tende a aumentar o número de casos e novas internações, como tem sido notado em países como os Estados Unidos, que registraram mais de 150 mil novos casos de coronavírus por dia nas últimas semanas. 

"Identificada pela primeira vez na Índia, a variante Delta é muito mais transmissível que a cepa original de Wuhan, sendo a principal responsável pela explosão de novos casos no país asiático e, consequentemente, no resto do mundo. Países com baixa cobertura vacinal ou com um número significativo de pessoas que se recusam a tomar a vacina também tendem a ser os mais afetados", explica o médico. 

Para o infectologista, embora não haja estudos que confirmem uma maior letalidade em relação a uma infecção pela Delta, já é possível afirmar que sua maior transmissibilidade se compara a doenças como o sarampo, com uma única pessoa podendo infectar cerca de sete ou oito indivíduos. "Essa situação explica o maior número de casos e possível aumento no índice de mortes, portanto, o vírus não necessariamente precisa ser mais letal para que mais pacientes percam a vida." 

"Outro fator importante é a forma com que as novas variantes impactam a eficácia das vacinas, que embora ainda sejam o método mais eficaz de proteção contra a Covid, precisam ser tomadas em sua totalidade, ou seja, a população deve completar o esquema vacinal de duas doses com exceção da vacina de dose única para que todos estejam protegidos de maneira eficiente", alerta Arbex. 

Outros pontos de atenção comentados pelo especialista estão na manutenção de regras de proteção pessoal e coletiva, como o isolamento social e o uso de máscaras e álcool em gel. "Enquanto não tivermos uma cobertura vacinal ampla, que contemple em torno de 70% ou 80% do país com duas ou até mesmo três doses, não podemos abaixar a guarda."



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