
Está descartado um racionamento parcial ou total de água neste momento, em Araraquara. A afirmação é do diretor comercial e de relações institucionais do DAAE, Alexandre Pierri, em entrevista para a rádio CBN.
Mesmo com o baixe volume de água em decorrência do longo período de estiagem e do aumento de 40% no consumo, o departamento tem feito manobras na rede para garantir o abastecimento.
Alexandre Pierre explica que um comitê se reúne diariamente para discutir a crise hídrica e que uma medida mais drástica não está em discussão agora.
“Estamos evitando ao máximo, mas fazemos diariamente para analisar como vai ser o dia”, diz ele.
ALERTA
Porém, mais uma vez, o DAAE emitiu um alerta para a possibilidade de desabastecimento e baixa pressão nas torneiras em residências do Jardim Brasília, Fonte Luminosa, Imperador, Parque Gramado, Santa Angelina, Vila Harmonia e Vila Xavier.
Segundo o diretor do DAAE, além da escassez de água, fatores técnicos também tem prejudicado o fornecimento de água.
“O consumo aumentando e os reservatórios estão em estado critico. A segunda situação é em relação a Anhumas (uma das captações de Araraquara), aquela região ficamos sem energia e consequentemente com problemas para captar água”.
Araraquara é abastecida por um sistema misto: poços profundos e captação superficial. Este tipo de captação é responsável por 30% do fornecimento e onde está a raiz do problema.
Nesta madrugada, choveu apenas 0.6 milímetro, segundo a Defesa Civil. 29 de julho foi o último dia que registrou chuva volumosa, com 14,7 milímetros. É a pior seca desde 2014.
O diretor comercial e de relações institucionais do DAAE afirma que a produção está sendo 24 horas e o que tem garantido o abastecimento é o nível dos reservatórios.
“A captação de água não se recuperada com uma chuva. Precisamos de vários dias de chuva amena”, reforça.
