A advogada Pâmela Cristina Pastre Bosquetti, de 41 anos, foi surpreendida com a informação de que sua área de lazer, localizada na Vila Xavier, em Araraquara, havia sido denunciada por furto de água e, ainda mais grave, que o imóvel havia sido danificado pelo Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgotos), durante uma vistoria na manhã desta quinta-feira (17).
“Receberam uma denúncia anônima. Uma pessoa ligou lá, falou que havia água clandestina e eles vieram e quebraram meu imóvel, sem minha defesa. Eu nem fui notificada”, afirmou a proprietária, chocada com a situação.
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Ela contou que soube por um vizinho que o Daae estava quebrando a calçada e parte do muro. Segundo ela, os danos só não foram maiores porque seu marido chegou a tempo de impedir a continuidade do serviço.
Segundo a proprietária, os servidores da autarquia justificaram que havia uma ordem de serviço a ser executada referente a uma denúncia de furto de água, sobre a qual sequer havia sido notificada.
“Fiquei perplexa, chocada com uma atitude dessas, de uma autarquia da nossa cidade. Faltou bom senso, conhecimento, trabalho, posicionamento, profissionalismo: ‘Vamos entrar em contato com a proprietária e ver se é realmente verdadeira a denúncia, vamos verificar’. Se me ligassem, eu abriria o imóvel“, disse.

Diante da situação, Pâmela e o marido acionaram a Polícia Militar e registraram um boletim de ocorrência. O casal também permitiu que os funcionários verificassem o imóvel, e nenhuma fraude foi encontrada.
“Não há irregularidade nenhuma, está tudo em ordem. Eles abriram todas as torneiras que há e não constataram nada”, lembrou.
A advogada disse que pretende judicializar o caso e que não basta a autarquia reparar os danos. “Construímos isso com o suor do nosso trabalho, meu e do meu esposo. A gente trabalha muito e vieram e quebraram. O pior é que foi um órgão da nossa cidade e eu não tive direito de me defender. Resta a minha indignação“, concluiu.
Por meio de nota, o Daae informou que “em conformidade com as prerrogativas legais do serviço público de saneamento, pode inspecionar e fiscalizar, a qualquer momento, o ramal domiciliar de qualquer imóvel desde a rede pública de abastecimento até o hidrômetro, sem necessidade de notificação prévia ao usuário.“
Segundo a autarquia, o ramal entre a rede pública e o hidrômetro é de sua propriedade e responsabilidade e não sendo constatada irregularidade, procederá à recomposição da calçada sem ônus para o usuário. (Leia a íntegra da nota abaixo)
ÍNTEGRA DA NOTA
Na data de ontem, 16/07/2025, as equipes Daae estavam realizando trabalho rotineiro de pesquisa de vazamentos não visíveis na região do imóvel acima mencionado.
Durante essa atividade, recebemos denúncia anônima sobre possível irregularidade na ligação de água da residência em questão. Em conformidade com as prerrogativas legais do serviço público de saneamento, o Daae pode inspecionar e fiscalizar, a qualquer momento, o ramal domiciliar de qualquer imóvel desde a rede pública de abastecimento até o hidrômetro, sem necessidade de notificação prévia ao usuário.
O ramal entre a rede pública e o hidrômetro é de propriedade e responsabilidade do Daae. A partir do hidrômetro, eventuais reparos e ajustes são de responsabilidade do usuário, o que justifica a ausência de aviso antecipado ao usuário.
Não sendo constatada irregularidade, o Daae procederá à recomposição da calçada sem ônus para o usuário. Caso fosse identificada qualquer irregularidade, o usuário seria imediatamente notificado e autuado conforme a legislação vigente.
