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Alunos do Sesi criam mural em homenagem à Judith Lauand

Estudantes do Sesi uniram arte e matemática para compor o mural concretista na escola

| ACidadeON/Araraquara

Amizade, arte e matemática: mural em homenagem a artista Judith Laund está no Sesi Araraquara (Foto: Amanda Rocha)
A união entre matemática, a arte e a amizade resultou em um mural inspirador, baseado na obra da artista concretista Judith Lauand, no Sesi em Araraquara.  A ideia surgiu após o professor de artes Paulo Henrique Lorenzetti ensinar a história da arte concreta no Brasil aos alunos dos terceiros anos.  Nos estudos, os alunos descobriram que a artista Judith Lauand viveu em Araraquara entre as décadas de 40 e 50 e se formou na Escola de Belas Artes da cidade.  

Artista revolucionária e inquietante, ela foi a única mulher a participar do famoso grupo de arte moderna "Rupturas", de São Paulo. Porém, de acordo com o professor, não teve tanta visibilidade.  

"O mural foi uma forma de trazer a história dela a tona, e os alunos conhecerem o trabalho e se autoidentificarem porque ela se formou aqui e tem uma história importante que não é tão reconhecida", diz.  

Obra 
Para a realização da "obra de arte" interdisciplinar teve desafios com números e pincéis. Isso porque a pintura concretista tem formas geométricas e muita divisão de retas, explica Juliana Mascioli, professora de matemática. Imagine um desenho quadricular e um muro retangular.  

"Os alunos não associam a matemática com outras disciplinas, então quando falamos que íamos fazer esse mural , perceberam a dificuldade e que precisavam da matemática para colocar no muro, porque tinham desenhos em tamanho menor, desenhos quadricular e o muro é retangular, aí perceberam a importância da arte e da matemática".    

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Desafios 
A estudante Sulamita Ferreira, de 17 anos, que o diga. Ela achava que não iria precisar da matemática, e que conseguiria fazer o desenho só "olhando". Não foi bem assim. 

"Foi muito desafiador pra mim, porque achei que não ia precisar da matemática, no começo tentei fazer só olhando e tive que procurar a professora. Nunca fui muito boa em matemática mas melhorei no decorrer do ano", conta.  

Para a estudante foi muito importante essa atividade, pois faz parte do concretismo e foi necessária a matemática para representar a pintura de Judith de forma exata e fiel.  

O professor Paulo conta que conseguiram contatar a artista, que hoje mora em São Paulo e está com 97 anos. "Ficamos sabendo que ela viu as imagens e elogiou bastante os alunos. Foi muito legal, tanto pra ela quanto pra eles, um reconhecimento", pontua.  

O estudante Gustavo Zenatti, 18 anos, vai prestar vestibular para Artes Visuais e ficou satisfeito com o resultado, embora desafiador, e a união entre os colegas para a realização do mural.  

Para ele, mais do que uma atividade avaliativa que juntou matemática e arte, a atividade proporcionou momentos que ficarão em sua memória. "Foi muito legal ver as duplas trabalhando nos dois dias de maneira descontraída , dando risada. Vai ficar marcado na minha vida esse amor e amizade", reflete.  

O mural ficará exposto de forma permanente por um ano, até pensarem em outra "arte" para o ano que vem.





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