Familiares dos moradores de Matão que desapareceram durante um passeio de lanche no litoral Sul de São Paulo segue em busca de dois de seus integrantes e agora realiza uma campanha de arrecadação para custear as buscas.
O objetivo é levantar recursos para abastecer os barcos de pescadores que estão auxiliando nas buscas por Bruno Silva Dias e Lucídio Francisco Dias.
“Conseguimos achar o corpo da mãe, mas ainda estou procurando meu pai e meu irmão. Estamos fazendo umas ‘vakinhas’, pois o dinheiro está ficando curto e estamos tentando pagar os barqueiros. Eu preciso achar esses corpos, pois minha mãe saó pode ficar aqui no IML por mais 13 dias e eu quero que eles sejam enterrados juntos”, declarou Jeferson Dias, filho de Maria Aparecida e Lucídio, e irmão de Bruno.
Jeferson, que mora em Matão, viajou ao litoral assim que soube do desaparecimento e desde então acompanha as buscas, com o apoio de barqueiros da região.
Quem puder ajudar a abastecer os barcos pode enviar qualquer quantia para Jeferson:
Chave Pix 16993072521
Jeferson Silva Dias
CPF 363.026.368-25
756 banco Sicoob
Agência 4434
Conta Corrente 12.057-0
O caso
No último sábado (23), Maria Aparecida da Silva, o marido Lucídio Francisco Dias e o filho Bruno Silva Dias estavam em um passeio de lancha quando desapareceram no mar de Itanhaém, próximo da Ilha das Cobras.
Pouco antes do naufrágio, Bruno enviou mensagens de áudio por WhatsApp pedindo socorro.
“Misericórdia, a gente afundou, a gente está nessa localização aqui. A lancha virou, nós estamos grudados na boca dela”, relatou em desespero.
Na terça-feira (26), o corpo de Maria Aparecida foi encontrado. No dia seguinte, a FAB localizou a embarcação em São Sebastião, mas até o momento Lucídio e Bruno seguem desaparecidos.
Quem são os tripulantes?

A família é natural de Matão, no interior paulista, mas morava no litoral há cerca de um ano.
A família é de Matão, no interior paulista, mas vive no litoral há cerca de um ano. Bruno, veterinário, mudou-se antes para Guarujá, onde abriu, em 2024, uma clínica 24h no bairro Pitangueiras. Ele é casado e pai de um menino de 11 anos.
Lucídio, conhecido como “Seu Dias”, trabalhava com consertos de eletrodomésticos e ajudava o filho como auxiliar de veterinário à noite. Maria Aparecida, chamada de “Dona Cida”, estava em processo de aposentadoria e cuidava do neto.
