O número de pacientes com mais de 60 anos internados em decorrência de engasgos aumentou mais de 96% no ano passado em todo estado de São Paulo, de acordo com a secretaria estadual de Saúde.
Em 2023, 55 pacientes precisaram ser hospitalizados e outros 92 receberam atendimentos ambulatoriais.
A fonoaudióloga, Letícia de Freitas Borges, explicou que o engasgo acontece no momento em que o alimento, ao invés de seguir para esôfago, vai em direção ao pulmão.
“Ao invés deste alimento descer, fechando a entrada do pulmão, e descendo tudo para o esôfago, acaba penetrando, batendo na entrada do pulmão”, explicou à EPTV.
A aposentada Anita Oliveira Rios, de 87 anos, passou a ter dificuldade em mastigar e engolir depois que sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2019. Porém, com a ajuda de uma fonoaudióloga, já está melhor.
“Agora eu estou boa, graças a Deus, comendo tudo, descendo tudo normal”, contou.
A filha da idosa disse que é assustador ver alguém próximo engasgado. “Principalmente, para quem não está acostumado as primeiras vezes a gente fica bastante preocupado”, comentou.
Segundo a fonoaudióloga, algumas orientações, como manter a saúde, são fundamentais para evitar situações de engasgos.
“A gente tem no senso comum que o líquido é mais fácil de engolir, mas não necessariamente. O líquido tem uma chance maior de escorrer para dentro davia aérea. Evitar comer ou beber qualquer coisa deitado porque a gravidade pode abrir mais a entrada do pulmão, mastigar bem, goles pequenos”, orientou.
