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Morte de Vitor Hugo ainda é mistério e família pede justiça

Jovem de 18 anos foi baleado no dia 28 de setembro, no Jardim Maria Luiza e criminoso ainda não foi encontrado

| ACidadeON/Araraquara

 
"Meu filho saiu para tomar refrigerante com os amigos e não voltou para casa. Até agora eu não sei o que aconteceu". As palavras são de Aucimeres Maria Oliveira dos Santos, de 35 anos, ela é mãe do jovem Vitor Hugo de Oliveira, que tinha 18 e foi assassinado com pelo menos cinco tiros no último dia 28 de setembro, no Jardim Maria Luiza, em Araraquara.  

Desde que o crime aconteceu a mãe não sossegou e anda busca explicações que levem ao atirador e principalmente a motivação do crime que segue sendo apurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). "A Polícia não sabe quem é, eu não vejo ninguém se esforçando para procurar respostas e quem fica tentando achar respostas sou eu. Eu falo com o pessoal do bairro, venho na delegacia, mas até agora eu não tenho respostas", lamenta Aucimeres.  

O crime

Vitor Hugo estava com alguns amigos sentado no cruzamento da Rua Cláudio do Amaral, com a Avenida Orlando Schitini. Um motociclista se aproximou dos jovens e sem falar nada começou a disparar contra o grupo. A maioria dos rapazes correu, mas ferido, Vitor Hugo mal conseguiu se levantar e já caiu, pedindo por ajuda. Ele chegou a ser socorrido por uma ambulância do Samu, foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu quatro dias depois.  

Vitor Hugo de Oliveira foi assassinado com cinco tiros (Foto: Reprodução Redes Sociais)

 

Questionada se o filho tinha inimigos ou se estava envolvido em alguma situação de risco, a mãe negou. "Meu filho nasceu e cresceu ali ele não tinha problemas com ninguém, nunca brigou. Os tiros foram direcionados para meu filho. O cara quis evitar uma chacina e mirou só no Vitor Hugo. Ele deu cinco tiros nele", afirma Aucimeres.  

A mãe até suspeita de uma pessoa. A identidade do suspeito foi passada para a polícia, que investiga a ligação dele com o crime. Até que o caso seja solucionado a mulher diz que não conseguirá seguir com sua vida. "Hoje eu não vivo, eu sobrevivo. Só tenho forças porque tenho mais filhos e uma neta, mas eu não consigo fazer mais nada. A gente não sai mais de casa porque a gente não sabe o que aconteceu, se também estamos em risco então não saio por medo e também porque não tenho mais condições de sair. Que mãe tem vontade de fazer alguma coisa depois que enterra um filho?", questiona.  

A Polícia Civil ainda busca por informações que levem ao motoqueiro, ainda não identificado. O delegado Fernando Bravo garantiu que os investigadores estão empenhados em esclarecer o caso, disse que diversas testemunhas foram ouvidas e que não poderia dar mais detalhes para não atrapalhar o andamento do inquérito.

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