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Araraquara deseja emprestar 1 mil câmeras particulares para reforçar segurança

Projeto Câmera Cidadã permite que moradores e comerciantes compartilhem imagens com a Guarda Civil

| ACidadeON/Araraquara

Imagem de câmera instalada em comércio no Centro (Reprodução)
Se você tem uma câmera de segurança em frente a sua casa, o seu comércio ou indústria voltada para a rua saiba que ela poderá ser utilizada para reforçar a segurança em Araraquara. Para reduzir a violência, a Secretaria Municipal de Segurança lança em janeiro, o projeto Câmera Cidadã, permitindo o compartilhamento de imagens antes restritas aos donos com os órgãos públicos. O desejo é que tanto a Guarda quanto a Polícia tenham acesso a mais de 1 mil câmeras espalhadas pelos mais diversos bairros.

O modelo é considerado quase automatizado. Segundo o comandante da Guarda Municipal, coronel da reserva João Alberto Nogueira Junior, a ideia é cadastrar moradores e comerciantes para que, caso necessário, as forças de segurança tenham acesso às imagens das câmeras de monitoramento. Para que sejam aceitas, as câmeras devem seguir algumas exigências técnicas como ter boa resolução e ter viés público. Ou seja, ter a imagem mostrando a circulação de pessoas ou veículos.

Caso o morador ou comerciante libere essas imagens, será preciso assinar um termo de cessão e compartilhar essa imagem com a Central de Vídeo Monitoramento da Guarda Municipal. "A partir desse cadastro iremos montar um mapa com todas as ruas que contam com câmeras de segurança. Deste modo, quando há o registro de algum crime naquele local, nós acessamos essa imagem. Isso ajudará na elucidação ou identificação de suspeitos", diz.
 

Hoje, quando o caso é muito grave essa busca por câmeras é feita manualmente e fisicamente por policiais militares. Na semana passada, por exemplo, a fuga do assalto a uma joalheria no Centro foi captada pela câmera de uma loja a frente. Outra câmera identificou o veículo usado na fuga. As duas imagens foram fundamentais para a prisão de um dos autores. Caso saia do papel, o projeto ainda deve contar com uma campanha social.

Quem for parceiro do monitoramento coletivo receberá uma placa avisando sobre a ação. Para o município, é uma maneira de ampliar a vigilância sem qualquer custo (pois, o acesso pode ser remoto com base nos códigos de acesso); para o quem cede as imagens é um indicativo contra a bandidagem. Esse modelo de gestão, segundo Nogueira Junior, já é adotado por ouros países como os Estados Unidos.

De acordo com o projeto, o parceiro do Câmera Cidadã tem três possibilidades de cadastro. Na primeira, o morador tem a câmera, mas não tem acesso a internet. Ela então pode comunicar ao poder público sobre essa câmera e as imagens ficam à disposição. Em caso de investigação, o órgão de segurança pode verificar se há alguma casa com câmera naquela região. A partir da confirmação, a polícia segue até a casa pega as imagens.

Outra possibilidade é o responsável pela câmera ter acesso a internet e compartilhar o login e a senha, tendo acesso a câmera toda vez que necessário. A terceira opção é diante das empresas ligadas a área de monitoramento, que possam acessar o software da Central de Vídeo, permitindo o acompanhamento online, a partir da permissão do cliente.

No comércio

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara e Região (Sincomércio), Antônio Deliza Neto, o sistema de monitoramento do município tem ajudado muito na elucidação de delitos que vem ocorrendo na região central. No ano passado, essa iniciativa permitiu a prisão de acusados. "Essa identificação acaba coibindo futuras ações. Além disso, ao diminuir os pequenos delitos, automaticamente você também reduz os grandes", destaca Deliza apoiando o novo projeto.
 

Pelo bairro

Apesar de gostar do projeto e acreditar que as câmeras ampliam a segurança no bairro, Eliana Maria Ribeiro, presidente da Associação dos Moradores do Aclimação e Região (AMAR), bairro alvo de constantes furtos e roubos no passado, vê com desconfiança a iniciativa. "Acho o projeto muito bom, viável, mas o problema é a população querer compartilhar a câmera deles. Hoje, o que precisamos é mais conscientização e participação comunitária".

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