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Ex-policial acusado de sequestrar enteado de Marcola é preso em Ibaté

Augusto Peña foi condenado a 22 anos pelos crimes de extorsão mediante sequestro e facilitação na fuga de preso

| ACidadeON/São Carlos


Ex-policial procurado pelo sequestro do enteado de Marcola foi preso em Ibaté - Foto: divulgação/PM

A Polícia Militar prendeu o ex-policial civil Augusto Peña, condenado no dia 7 de abril de 2015, a 22 anos de prisão pelo sequestro de Rodrigo Olivetto de Morais, então enteado do homem apontado pelo Ministério Público (MP) como o líder máximo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que, atualmente, cumpre pena em presídio federal. Peña, que era considerado um dos criminosos mais procurados do Estado de São Paulo, foi encontrado na rua Visconde de Pelotas, no bairro São Benedito, em Ibaté. 

De acordo com o Boletim de Ocorrência elaborado pela PM, durante patrulhamento pela região ainda na terça-feira (9), foi visto um homem tentando 'despistar' a atenção dos policiais. Ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito entrou em uma residência na rua citada. Durante a abordagem, foi constatado o mandado de prisão. Augusto Peña foi preso e encaminhado à delegacia. Em seguida, encaminhado à cadeia. O ACidadeON aguarda retorno da Polícia Civil para entender o que Peña fazia na região.

Condenação 

A 1ª Vara Criminal de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, condenou Augusto Peña e o também ex-policial civil José Roberto de Araújo por sequestro, extorsão e facilitação de fuga de preso. A dupla foi acusada de planejar e comandar o sequestro de Rodrigo Olivatto, registrado no mês de abril de 2005. Rodrigo Olivatto, filho de Ana Maria Olivatto Herbas Camacho, 45, foi advogada e ex-mulher de Marcola. Ela foi assassinada em outubro de 2002. (Entenda mais aqui)

Na época, o enteado de Marcola foi sequestrado e conduzido até a Delegacia Central de Suzano, onde passou por sessões de espancamento e ameaças. O objetivo dos sequestradores era conseguir a quantia de R$ 1 milhão.  Caso não conseguissem o dinheiro, os ex-policiais afirmaram que prenderiam Rodrigo sob falsa acusação de tráfico de drogas.  

Peña e Araújo também foram condenados por terem recebido R$ 40 mil em propina para facilitar a fuga do traficante de drogas Gilmar da Hora Lisboa, conhecido pelo apelido de Pebinha.  O plano foi descoberto e o preso acabou transferido para outra unidade.  
 
Depois desses episódios, carcereiros foram assassinados, rebeliões estabelecidas mais de 70 unidades prisionais e uma verdadeira guerra entra polícia e criminosos foi travada no Estado, com mais de 490 morto em confrontos.

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