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Corpo de policial militar é achado carbonizado dentro de carro

Cabo da PM, era motorista do atual comandante regional da Corporação; motivo é apurado

| ACidadeON/Araraquara

Elias Matias Ribeiro era policial militar (Foto: Divulgação)
Leia a atualização com o desfecho do caso aqui

Atualização às 14h30 
Uma notícia abala toda a corporação da Polícia Militar nesta terça-feira (4). É que nesta madrugada, por volta das 2 horas, foi encontrado um carro em chamas no canavial da vicinal que liga a Rodovia Antônio Machado Santana (SP-255) quase na divisa entre Araraquara e Américo Brasiliense. Dentro o corpo de um homem, que, segundo os próprios policiais, trata-se do cabo, Elias Matias Ribeiro, de 49 anos. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo para ser submetido a exames complementares. Ainda não existe qualquer informação relativa a velório.

O carro, uma SUV Tucson, pertence ao PM. Dentro havia um colete a prova de balas e uma arma. PMs aguardam o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar oficialmente a morte, mas as características físicas são muito parecidas. O homem morto também usava uma pulseira igual a do policial. Titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Fernando Bravo, só confirma que havia o corpo e, no momento, eles buscam por informações.    

Carro do policial em chamas (Foto: Colaboração)

O ACidadeON Araraquara apurou que a principal linha de investigação envolveria um crime passional. Mesmo assim, o trabalho paralelo seria para verificar um possível latrocínio (roubo seguido de morte). Dentro do carro incendiado havia um colchão o que indicaria, segundo policiais ouvidos pela reportagem, que a vítima tenha sido morta em outro local e transportada até a estrada.  

As primeiras informações da investigação dão conta que a última pessoa a falar com Matias foi uma filha dele. Na mensagem, ele dizia que estava na casa de uma amiga. Um sobrinho também contou na delegacia que o tio estava morando com ele há três meses, mas que ele ficava pouco em casa. "A situação é muito triste, Estamos tentando entender o que aconteceu", diz Jeremias Ribeiro Perez, de 29 anos.

Em entrevista à CBN Araraquara, o comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Adalberto José Ferreira, que passava o dia ao lado do Cabo Matias, diz que ainda dentro do carro foram achadas as algemas e os carregadores da arma. Pelo corpo, carbonizado, não foi possível fazer a identificação. Só o exame pela arcada dentária será conclusivo neste sentido. Mas, a PM trabalha que a vítima seja mesmo o policial militar.   

Carro foi encontrado em uma estrada próximo da SP-255

"Oficialmente, ele está desaparecido. Ele teria que estar no quartel, hoje, às 7h30, para uma prova de um estágio de atualização profissional. Estamos fazendo as diligências e dando o amparo à família", diz o comandante regional da PM. A perícia foi feita pela madrugada e também agora na manhã. De acordo com o comandante, por ora, não existe qualquer indício de crime motivado pelo fato da profissão até porque a arma foi deixada no carro.
 
Na página do Facebook, do 13º Batalhão, a imagem de luto já indica a perda do policial. Também nas redes sociais vários militares se manifestaram sobre o assunto. "Um homem alegre de sorriso constante, família, amigo, parceiro e para quem o conhecia e convivia sempre transmitia alegria. Tristeza não fazia parte da vida dele", disse um amigo. Uma colega de farda lamentou a perda do Cabo sempre presente nas atividades dos PMs de Cristo. "É triste, perdemos um heroi, amigo e companheiro", desabafou uma amiga também pela internet. 

História 
Cabo Matias é nascido em Araraquara, mas fez carreira fora daqui. Voltou recentemente para ser motorista do tenente-coronel Adalberto José Ferreira, quando assumiu o comando do Batalhão da PM. Nos últimos anos, o Cabo, que atualmente estava na infantaria, dedicou a sua vida ao Corpo de Bombeiros em São Carlos.

Iniciou a carreira em 1990, quando ingressou na Policia Militar no Núcleo de Formação de Soldados de Pirituba. Em 2000, foi transferido para o Posto de Bombeiros de São Carlos. Ao longo de sua carreira foi agraciado com a Láurea de Mérito Pessoal em 5º Grau e Láurea de Mérito Pessoal em 4º Grau. Recebeu por algumas vezes o título de Policial do Mês e diversos elogios individuais pelos serviços prestados à Instituição e a comunidade.

Em 2010, foi escolhido como "Bombeiro do Ano". Filho de Francisco Ribeiro e Abigail de Oliveira Ribeiro, era também pai. Como auxiliar administrativo, destacou-se pela forma competente com que assessorou o Comando dos Bombeiros de São Carlos facilitando as reformas e ampliações dos quartéis. Em 2011, representou os bombeiros de São Carlos nos XIV Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.  

Ele se juntou a outros 150 bombeiros e policiais brasileiros que participaram dos jogos em alusão, na época, aos 10 anos da queda das torres gêmeas. Foram mais de 17 mil atletas de 70 países na lembrança ao ataque terrorista contra do World Trade Center no dia "11 de Setembro", tragédia que chocou o mundo, onde morreram 2.996 pessoas, dentre elas, bombeiros e membros de equipes de socorro.
 

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