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Pedreiro que ajudou a matar policial está com prisão decretada

Genivaldo Silva, de 54 anos, teria dado cinco marretadas na cabeça do Cabo Matias; mãe e filha que também participaram do crime estão presas

| ACidadeON/Araraquara

Genivaldo Silva está foragido (Foto: Redes Sociais)
O pedreiro Genivaldo Silva, de 54 anos, segue sendo procurado pela polícia. Ele está com a prisão decretada por ter matado o policial militar Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, na noite da última segunda-feira (3). Junto com ele, participaram do crime Jaciane Maria, de 40 anos e sua filha Larissa Marques, de 22 anos. O motivo do crime foi passional. O policial namorava com Jaciane e teria tido um caso com a filha mais nova dela, uma garota de 20 anos.  

Mãe e filha foram presas na tarde de terça-feira (4) e confessaram o crime. Disseram em depoimento que junto com Genivaldo Silva deram cinco marretadas na cabeça de Matias e levaram o corpo no carro do próprio policial para um canavial, onde atearam fogo. Elas contaram ainda que um vídeo íntimo que mostra a relação de Matias com a filha caçula teria sido o estopim para o crime.  
 
 
Ambas foram presas com base no homicídio qualificado. Para a polícia, as duas contaram que as marretadas foram dadas pelo tio de uma delas, Genilvaldo Silva. Na casa dele, policiais civis apreenderam a marreta utilizada para acertar o policial. Ele está foragido, mas teve a prisão decretada.  

Matias foi queimado no carro dele, um uma SUV Tucson. Dentro do carro estava um colete a prova de balas, algemas e uma arma. A polícia ainda aguarda o laudo conclusivo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar oficialmente a morte, mas o homem morto também usava uma pulseira igual a do policial. E, agora, tem a confissão.  

O corpo está no IML de São Paulo e a previsão é chegar entre hoje e amanhã em Araraquara para então ter o velório e o sepultamento.   

Larissa, a mãe Jaciane com o policial Matias em uma foto postada em janeiro na rede social da jovem (Rede Social)

Depoimentos
Após oito horas de investigação, a equipe da Delegacia de Investigação Geral (DIG) prendeu as duas mulheres. Jacira disse que estava com raiva de Matias por ele ter se relacionado com sua filha caçula. Para o delegado, Larissa Matias, de 22 anos, não esclareceu porque participou do crime haja vista que o policial se relacionou com a sua irmã. "A gente entende que ela também tomou conhecimento e ficou indignada com o relacionamento entre os dois", sugere o delegado Fernando Bravo.  
 
 
Elas contaram que Jaciara atraiu Matias até a casa dela, no bairro Victório de Santi, Zona Sul. Depois que ele dormiu, Genivaldo Silva entrou no quarto e deu as marretadas. Juntos, os três colocaram Matias e o colchão ensanguentado dentro do seu carro. No canavial, eles colocaram fogo e fugiram com o carro de Larissa, uma EcoSport. As marcas de pneu deste carro também ajudaram a polícia a chegar às duas mulheres. Não foi informado onde eles conseguiram o combustível para queimar o veículo.   



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