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Polícia faz reconstituição de tentativa de homicídio em frente ao Fórum

Um advogado e um auxiliar de serviços gerais são acusados de espancar um homem no dia 20 de maio

| ACidadeON/Araraquara

Polícia faz reconstituição de tentativa de homicídio em frente ao Fórum (Foto: Gabriela Martins)

A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, realiza na manhã desta sexta-feira (7) a reconstituição da tentativa de homicídio cometida contra Aldo Gibran Charara, de 46 anos, ocorrida no dia 20 de maio, em frente ao Fórum de Araraquara, na Rua dos Libaneses. Um advogado e seu amigo, que estão presos, além de testemunhas, passam as informações aos policiais.

Era pouco mais das 6 horas, quando os acusados, o advogado, de 37 anos e um auxiliar de serviços gerais, de 49 anos, chegaram da Penitenciária de Araraquara, onde estão presos preventivamente desde o ocorrido. A vítima, Aldo, está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Santa Casa. O caso ocorreu em plena luz do dia, em frente ao Fórum, e chamou a atenção daqueles que trabalhavam ou passavam pelo local, no momento do crime.

Reconstituição

A reconstituição é importante para a polícia entender o que de fato aconteceu, diz o delegado Geriel Dal Ri, do 2º Distrito Policial. Uma testemunha, que passava de bicicleta pelo local, diz ter visto quando Aldo afirmou que a briga não era com o auxiliar de serviços gerais e sim com o advogado. Ele notou a confusão na porta do escritório de advocacia.

Outra testemunha também afirmou ter presenciado o auxiliar entrando no escritório para pegar um pedaço de madeira. Uma terceira testemunha ouvida pela Polícia Civil na reconstituição desta sexta-feira lembrou que a discussão foi para a rua e eles (advogado e auxiliar) tentaram acertaram acertar Aldo enquanto caminhavam de costas.

Na versão desta testemunha, todos estavam armados. Aldo estava com uma barra de ferro, o auxiliar de serviços gerais usava um pedaço de madeira enquanto o advogado levava em uma das mãos um 'Nunchaku', também chamado de 'Tchaco' e 'Muchaco', que trata-se de uma arma de artes marciais com dois bastões pequenos conectados por uma corda ou corrente. Aldo corre, mas acaba agredido praticamente na frente do Fórum.

Na versão descrita aos policiais civis, o advogado diz que chegou sim alterado e correndo, mas sem nada na mão. Na tentativa de se defender, pegou uma barra de ferro de dentro do carro, mas Aldo tomou esta barra e partiu para cima dele. Novamente, para se defender, o advogado entrou no escritório e pegou um pedaço de madeira.

O amigo dele, o auxiliar de serviços gerais, que estava em sua casa/escritório, saiu em sua defesa e levou um golpe nas costas com o ferro (que, segundo o advogado, Aldo teria tomado da sua mão segundos antes). O auxiliar, por sua vez, reagiu, tomou a madeira da mão do amigo advogado para agredir Aldo. Foi ai, segundo o advogado, que ele também se armou com o Nunchaku, e os dois passaram a correr atrás de Aldo até a lesão que o feriu.  

Para o delegado Geriel Dal Ri, a reprodução simulada dos fatos é um instrumento pericial importante para esclarecimento de pontos controversos ligados a investigação. Hoje, segundo ele, deu para entender a cronologia dos fatos na versão das testemunhas e acusados. "Os fatos se desenvolveram com muita rapidez e violência, as pessoas não conseguem captar todos os atos", reforça o delegado. Na visão dele, está claro o envolvimento dos dois acusados e "na continuidade da investigação demonstraram que ambos participaram da empreitada criminosa." O caso será remetido ao Ministério Público. 


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