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Perícia de Araraquara é premiada por atuação na investigação do caso "Cabo Matias"

O prêmio Policial Nota 10 A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e estimular o trabalho de policiais

| ACidadeON/Araraquara

Marreta com sangue foi fundamental para a elucidação do caso (Foto: Perícia de Araraquara)
Dois peritos da Polícia Civil de Araraquara vão receber nesta quarta-feira (10), o prêmio Policial Nota 10, em São Paulo. A equipe é destaque por causa da atuação no laudo do caso Cabo Matias, onde um policial foi assassinado e seu corpo foi carbonizado, no dia 3 de junho. Três pessoas - sendo mãe e filha e o tio de uma delas - foram presas e estão aguardando julgamento.

O prêmio Policial Nota 10 foi instituído no dia 29 de janeiro deste ano, por meio da resolução (nº 8) da Secretária de Segurança Pública (SSP). A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e estimular o trabalho de policiais e mensalmente, 20 são homenageados pelo governador João Dória (PSDB).
  
 
"É a primeira vez que policiais de Araraquara ganham este prêmio e para nós é muito gratificante porque mostra a importância da atuação da perícia. Sabemos as provas técnicas são fundamentais para o trabalho de investigação e é isso que a perícia faz", diz Maria Luíza Regina de Osti Daniel, diretora do Núcleo de Perícia e Criminalista (NPC) de Araraquara.  

Os policias de Araraquara homenageados são Rafael Rodrigues Hatanaka e Rafael Rodrigues de Matos, em nome de toda a equipe.  
 
Elias Matias Ribeiro era policial militar (Foto: Divulgação)

Caso Matias
O destaque da equipe de Araraquara foi a atuação no caso que investigou a morte do Cabo Elias Matias Ribeiro, de 49 anos. Ele foi morto a marretadas e depois teve seu corpo queimado dentro do próprio carro, em um canavial. Os acusados do crime são duas mulheres mãe e filha- e um homem, que é tio de uma delas.
Os três teriam sido motivados pelo ódio, pois o policial seria namorado da mãe e também teve um caso com a filha caçula dela, inclusive com a divulgação de um vídeo íntimo.  

Gotas de sangue no lençol, gotículas de sangue na cabeceira da cama e no banheiro, toalha molhada, papel higiênico sujo de sangue no lixo, repintura da parede, tênis sujo de terra foram alguns elementos que foram pegos pela perícia, que ajudaram na solução do caso.  

Os peritos encontraram também marcas de pneus na cena do crime e cruzaram com o pneu com o carro de uma das acusadas.  
 
Marcas de pneu na cena do crime também foram encontradas pela perícia (Foto: Perícia de Araraquara)

"O levantamento das provas na casa, as marcas de pneu do carro e também a reconstituição do crime foram essenciais para o esclarecimento do caso", reforça Maria Luíza.  

Após as provas e as evidências do crime, as duas mulheres e um homem confessaram que mataram o policial com uma marreta e depois queimaram o corpo. Os acusados estão presos aguardando julgamento.   

LEIA MAIS: Mãe e filha são presas acusadas de matar policial de Araraquara
 


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