Aguarde...

ACidadeON Araraquara

Araraquara
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

'É só Deus mesmo', afirma pai de Yasmin Nery

Quatro testemunhas foram ouvidas nesta quarta-feira (10), no Fórum de Araraquara

| ACidadeON/Araraquara

Yasmin Nery, de 16 anos (Foto: Redes Sociais)
Passava de duas da tarde desta quarta-feira (10), quando começou a audiência do caso Yasmin da Silva Nery, que foi morta, esquartejada e teve partes do corpo espalhadas por Araraquara há um mês. No total, quatro testemunhas foram ouvidas, entre elas, o pai da jovem, o motorista Waldir Nery.  

Ele conta que não chegou a ver o suspeito de assassinar sua filha, mas a sensação era de impotência. "Eles tiveram o cuidado de me manter longe dele. O que foi bom, pois não sei o que faria. Você fica impossibilitado de fazer qualquer coisa. Você se sente um zero a esquerda", afirma.  

Durante o depoimento, seu Waldir falou o que aconteceu no dia do desaparecimento de sua filha, 9 de junho. Também apresentou os áudios trocados com o adolescente acusado do crime, ainda quando estava procurando sua filha. "Eu não espero muito da Justiça, pois ele é menor de idade e vai sair de lá com a ficha limpa. Daqui três anos ele sai com a ficha limpa, como se nada tivesse acontecido. É só Deus mesmo", lamenta.  

A audiência terminou às 16 horas, mas os dois acusados de matar Yasmim - o menino de 17 anos e sua namorada, que teria ajudado a ocultar o corpo -  não foram ouvidos, pois prestaram depoimento no mês passado.  

O caso segue em segredo de Justiça e nenhuma informação sobre a audiência foi divulgada. Pela lei, os jovens podem ficar até 3 anos internados na Fundação Casa.
  
 
Entenda o caso   
Neste dia 10 de julho completa um mês que Yasmim foi encontrada morta pela polícia. Ela havia desaparecido no dia 9, quando saiu de casa para encontrar o rapaz que a matou.

Segundo a polícia, Yasmin encontrou o acusado após terem marcado um encontro pelas redes sociais. Juntos eles foram até a casa dele, no bairro das Hortênsias, em Araraquara, e lá, ele a matou e a esquartejou. Depois disso ele espalhou partes de seu corpo pela cidade.

A polícia reforça que ao ser abordado, o rapaz não negou o crime e teria demonstrado orgulho pelo ato.

Yasmin era conhecida por ser doce e inteligente. Morava com a mãe no bairro do Selmi Dei e estudava no Colégio Sapiens, onde tinha uma bolsa de estudos.

Os pais relatam que ela era tímida e muito estudiosa e não costuma sair de casa, por isso, o sumiço dela causou grande estranheza e mobilizou a cidade.  
 
 

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Facebook

Mais do ACidade ON