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Entenda como a PF chegou aos 4 amigos de Araraquara que estão presos suspeitos de invadirem o celular de Sérgio Moro

Os quatro amigos de Araraquara estão detidos temporariamente por cinco dias na Superintendência da PF, em Brasília

| ACidadeON/Araraquara

Araraquara ficou em evidência total em todo o País nesta terça-feira, dia 24, depois da deflagração da Operação Spoofing, cujo objetivo foi desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos. E o motivo não é agradável: dos quatro mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, por suspeita de envolvimento aos ataques a telefones celulares de autoridades ligadas ao Governo Federal e à Operação Lava Jato, entre elas, o atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, vítima de acesso ilegal no aplicativo Telegram, todos os suspeitos são pessoas de Araraquara e estão presos. A Justiça Federal retirou o sigilo do caso e mostrou como chegou aos suspeitos.

Além de Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, e da mulher dele, Suelen Priscila de Oliveira, 25, presos em São Paulo, também estão detidos na Superintendência Federal, em Brasília, Walter Delgati Neto, mais conhecido como 'Vermelho', de 30 anos, preso em Ribeirão Preto; e Danilo Cristiano Marques, amigo de Delgatti e testemunha dele em dois processos, que tinha contra si um mandado de prisão para encontrá-lo em uma casa no Jardim Paineiras, em Araraquara.   

Gustavo e Suellen tem o mesmo advogado, Ariovaldo Moreira. Uma curiosidade é que no apartamento deles, em São Paulo, os agentes federais apreenderam R$ 100 mil em espécie. "Ele é DJ e opera bitcoins e ele prova a origem do dinheiro", disse Ariovaldo Moreira. Ele não soube dizer porque o DJ tinha o montante no apartamento", diz o advogado. Ele também disse que, em uma primeira conversa com os clientes, hoje pela manhã, em Brasília, Gustavo teria confirmado ter visto algumas mensagens relacionadas ao Telegram no aparelho do amigo, Walter Delgatti. Essas informações serão passadas agora à tarde ao delegado Luiz Flávio Zampronha, que preside o inquérito. 

 
Sigilo do processo 
 
A Justiça Federal retirou o sigilo do processo nesta quarta-feira. No documento, mostra que os ataques teriam partido de três IPs: dentro de um apartamento no primeiro andar na Avenida Leão XIII, n° 1700, na Ribeirania, em Ribeirão Preto; em outro apartamento, mas na Rua Enga Amália Pérola Casab, n° 415, no Parque Munhoz, em São Paulo e também em uma casa na Rua Maria do Carmo Granato, no Jardim Roberto Selmi Dei, em Araraquara.

Esses três locais, além dos endereços dos suspeitos, foram os alvos dos mandados de busca e apreensão e prisão expedidos pela Justiça Federal nesta terça-feira, dia 23. Na decisão judicial foi liberada ainda a quebra do sigilo das contas de e-mail utilizadas pelos investigados, o afastamento do sigilo bancário de 1º de janeiro até 17 de julho deste ano, bem como o bloqueio de ativos financeiros em valores acima de RS 10 mil.

De acordo com a denúncia, a PF concluiu que o invasor teve acesso ao código enviado pelos servidores do aplicativo Telegram para a sincronização do serviço Telegram Web relativo às contas invadidas. É que o Telegram permite que o usuário solicite o código de acesso via ligação telefônica com posterior envio de chamada de voz contendo o código para ativação do serviço Web, cuja mensagem fica gravada na caixa postal das vítimas.

O invasor, então, realizava diversas ligações para o número alvo para que a linha fique ocupada, e a ligação contendo o código de ativação do serviço Telegram Web é direcionada para a caixa postal da vítima. A PF, então, resolveu verificar as rotas e interconexões das ligações efetuadas para o telefone que era utilizado por Sérgio Moro [já ciente de que o sistema permite a edição de números telefônicos através de serviços de voz sobre IP (VOIP) ou por aplicativos com a modificação do número chamador].

Assim identificou-se a rota de interconexão com a operadora Datora Telecomunicações Ltda que transportou as chamadas destinadas ao número do ministro Sérgio Moro. Essas chamadas foram feitas através da rota baseada em tecnologia VOIP - que permite a realização de ligações via computadores, telefones convencionais ou celulares de qualquer lugar do mundo (serviço prestado pela microempresa BRVOZ).

Resumindo: a PF descobriu que todas as ligações feitas para o telefone utilizado por Moro partiram do usuário cadastrado no sistema BRVOZ e registrado em nome de Anderson [um nome fictício]. Deste também partiram as demais ligações destinadas a outras autoridades públicas que tiveram o aplicativo Telegram invadido de forma ilícita. Foram realizadas 5.616 ligações em que o número de origem era igual ao número de destino.

Pelos IPs atribuídos aos dispositivos (computador ou smartphone) que se conectaram ao VOIP da empresa BRVOZ foram identificados os amigos de Araraquara: Danilo, Suellen e a mãe de Gustavo [que nada tinha a ver com o fato, mas era quem morava no endereço]. Bastava identificar quem morava em cada canto. Como o grupo já tinha se envolvido em outros crimes (como autores ou testemunhas), a PF pediu e a Justiça Federal autorizou a prisão temporária dos quatro amigos para apurar essa ligação.  
  
Movimentação bancária suspeita 

O pedido da PF também sugere a quebra do sigilo bancário e bloqueio de ativos financeiros pela movimentação bancária dos suspeitos. E um dos casos chamou a atenção. Até outro dia morador do Selmi Dei, Gustavo, por exemplo, movimentou em sua conta no Banco Original, entre os dias 18 de abril de 2018 e 29 de junho do ano passado, o montante de R$ 424 mil, sendo que em seu cadastro bancário consta a renda mensal de R$ 2.866.

A mulher dele, Suelen, segundo as mesmas informações, movimentou em sua conta no Banco Original a quantia de R$ 203.560 entre 7 de março e 29 de maio deste ano, sendo que em seu cadastro Consta a renda mensal de R$ 2.192. "Diante da incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de Gustavo e Suelen, faz-se necessário realizar o rastreamento dos recursos recebidos ou movimentados pelos investigados e de averiguar eventuais patrocinadores das invasões ilegais dos dispositivos informáticos (smartphones)."


Gustavo e Walter são suspeitos de ligação com os ataques nos celulares de uma série de autoridades, entre elas, o ministro Sérgio Moro
A invasão

Era início de junho deste ano, quando Sérgio Moro atendeu a uma ligação de um número igual ao dele tocando no seu celular. Isso permitiu o acesso ilegal ao aplicativo Telegram, que ele não usava mais. Diante da possibilidade de clonagem do número, a linha foi abandonada. Mas, o que aparentemente ninguém sabia é que com o número de Moro, os hackers teriam tido acesso a conta do ministro no Telegram.

Paralelo a isso, pouco depois, o site The Intercept Brasil recebeu um pacote de mensagens atribuídas justamente ao ministro que foi o responsável por várias condenações judiciais quando ainda era juiz federal durante a Operação Lava-Jato. Desde 9 de junho, o site passou a divulgar as conversas privadas no Telegram apontando uma colaboração entre o então juiz e o procurador responsável pela Força Tarefa, Deltan Dallagnol, ainda em Curitiba.

Diálogos mantidos no auge das investigações da Lava Jato teriam colocando em xeque a imparcialidade de Moro, que apareceria aconselhando a acusação, segundo a denúncia proposta pela reportagem da época. Moro e Dallagnol nunca confirmaram a autenticidade das mensagens que também passaram a ser expostas e trabalhadas por outros veículos de comunicação. Em razão delas, Moro chegou até a falar sobre o assunto no Congresso Nacional.    

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Sérgio Moro estaria no alvo do grupo, segundo a PF (Foto: André Coelho / Folhapress)
Ainda no mês passado, a Polícia Federal (PF), por meio da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), de Brasília, passou a apurar o possível ataque ao telefone de Moro. Até porque veio a informação de que a força tarefa da Lava Jato também vinha sofrendo ataques cibernéticos de um hacker desde o mês de abril deste ano. A investigação preliminar da PF divulgada anteriormente pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, apontava que o smartphone do ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, teria sido o primeiro a ser invadido.  

Foi através deste aparelho que, segundo dizia a reportagem, o suposto hacker teria tido acesso às conversas do ministro Sérgio Moro e seus diálogos com o atual procurador, Deltan Dallagnol. Quatro inquéritos foram abertos para apurar o caso. Um deles teve esse desfecho inicial proposto ontem durante a Operação Spoofing [que é um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é].

O pedido de prisão

O pedido de onze ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária de cinco dias em Araraquara, Ribeirão Preto e São Paulo, foram expedidos pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal. No documento que o ACidadeON/Araraquara teve acesso com exclusividade constava apenas os endereços a serem vistoriados "com a finalidade de se obter de forma seletiva todos os elementos de provas relacionadas a invasão de contas do aplicativo Telegram utilizadas pelo atual ministro da justiça e segurança pública."

Em Araraquara, a ordem de busca foi cumprida pelo delegado Luiz Flávio Zampronha. No documento existe a informação que, além de Moro, telefones de outras autoridades teriam sido invadidos, entre eles, o desembargador Federal Abel Gomes, do Tribunal Regional da Federal (TRF) da 2ª região; o juiz federal Flávio Lucas, da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e os delegados federais Rafael Fernandes, de São Paulo, e Flávio Reis, de Campinas.  


Onde foram os agentes?

Os agentes federais de Brasília [que é importante destacar vieram para a cidade sem que os policiais daqui tivessem conhecimento] foram em dois endereços em Araraquara ligados aos quatro suspeitos identificados na investigação. Um deles é uma casa na Vila Xavier. Lá, mora a avó Walter Delgati Neto, mais conhecido como Vermelho. Ele tem 30 anos, mantém no currículo uma série de prisões e condenações. Delgatti não estava em casa. O ACidadeON confirmou há pouco que ele também está preso, em Brasília.

Em ação paralela, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma casa no Jardim Roberto Selmi Dei, último endereço local do casal de Gustavo Henrique Elias Santos, 28, que atuaria como empresário e no passado trabalho como DJ [era chamado de Guto Dubra], e da mulher dele, Suelen Priscila de Oliveira, 25. Na casa em Araraquara, onde mora apenas a mãe, documentos foram apreendidos. O casal foi preso em São Paulo.

Quem são os suspeitos presos?

Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos:
Era DJ e já foi preso por receptação e falsificação de documentos. Ele foi condenado em 2015 a cumprir seis anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Na terça-feira, foi preso em um apartamento em São Paulo junto com a mulher. A família dele mora no bairro Selmi Dei, periferia de Araraquara. A defesa de Santos informou não acreditar que ele esteja envolvido nos crimes.

Suelen Priscila de Oliveira, 25:
Mulher de Gustavo, Suelen não tinha passagem pela polícia. Ela foi presa em São Paulo junto com o marido. A defesa informou não acreditar no envolvimento dela nos crimes.  

Walter Delgatti Neto, o Vermelho, também está preso pela PF; amigo dele é quarto detido; foto antiga mostra ele se exibindo com arma
Walter Delgatti Neto, de 30 anos:
Mais conhecido como Vermelho, Delgatti foi preso em 2015 por falsidade ideológica e em 2017 por tráfico de drogas e falsificação de documentos. É um antigo conhecido da polícia da região. É filiado ao DEM de Araraquara, mas não frequenta o novo partido, segundo o atual presidente. No Twitter, pouco antes de vazarem as mensagens envolvendo Sérgio Moro, reativou a conta e passou a se posicionar contra o ex-juiz federal e o atual governo de Jair Bolsonaro. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso. Ele está preso.  
 
Danilo Cristiano Marques 
É amigo há quase 20 anos de Delgatti e foi testemunha dele em dois processo criminais, um dele tráfico e outro de estelionato. Morava no Jardim Paineiras, em Araraquara. Ele não teria condenação judicial. 

Família diz estar surpresa

A prisão de Gustavo surpreendeu sua família, que diz acreditar em um erro da investigação. "Estou chocada, estou tremendo, tenho certeza que meu filho não está envolvido nisso, não. Eu acho que foi um erro tamanho", disse à Folha de S.Paulo na noite desta terça (23) a mãe do ex-DJ, Marta Elias Santos. "Eu desconheço [o suposto envolvimento], não passa na minha cabeça uma coisa dessa."  

Advogado de defesa de Gustavo e Suellen, Ariovaldo Moreira, não acredita na participação dos clientes (Reprodução/EPTV)
Defesa também desconhece

Ariovaldo Moreira é advogado e representa Gustavo e Suellen. Ele já está em Brasília para acompanhar os depoimentos e ter acesso ao conteúdo da investigação. Para ele, os clientes não tem envolvimento no caso. O ACidadeON não conseguiu contato com a defesa de Delgatti.

Saiba quais são as prisões e condenações anteriores dos suspeitos

2013: Gustavo preso por receptação
Gustavo Henrique Elias Santos tinha sido preso em 8 de maio de 2013 por ter receptado uma caminhonete Hillux avaliada em R$ 91 mil. As placas e o documento do veículo foram alterados para que ele pudesse circular. Na ocasião, foram apreendidas na casa dele munições de dois calibres, além de simulacros de armas reais. A defesa entrou com recurso ele foi liberado. Em agosto de 2015, foi condenado a cumprir seis anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto, mas a defesa recorreu em instância superior e Santos permaneceu solto.

2015: Delgatti e Gustavo detidos em parque
No mesmo ano da condenação de Gustavo [que estava em liberdade], ele e o amigo Walter Delgatti Neto foram detidos no mês de maio em um parque temático em Santa Catarina. Na ocasião, Gustavo foi ouvido como testemunha e liberado. A mulher dele, Suelen estava junto. No entanto, Delgatti Neto foi preso por falsidade ideológica por ter apresentado uma carteira vermelha com as inscrições da Polícia Civil. Dentro do carro dele havia uma arma e munições.

2015: Delgatti condenado por uso de cartão
Em agosto de 2015, Delgatti foi condenado a um ano de prisão em regime aberto por ter pagado a conta de um hotel em Piracicaba, no valor de R$ 740, com o cartão de crédito de um senhor de 75 anos. O crime foi cometido 7 de julho de 2012.

2017: Delgatti preso por tráfico e falsificação
Em 15 de abril de 2017, Delgatti foi preso novamente, desta vez por tráfico de drogas e falsificação de documentos no apartamento em que morava em Araraquara. Com ele foram apreendidos comprimidos de um medicamento com venda proibida, além de uma carteirinha de estudante de medicina da USP com a foto dele e dados pessoais de outra pessoa. Em janeiro do ano passado, a Justiça o absolveu do tráfico e o condenou a dois anos pela falsificação. Mas, em junho do ano passado, a Promotoria e a defesa recorreram e o Tribunal de Justiça entendeu que por ele ter um perfil reincidente o condenou também pelo tráfico de drogas. A defesa já recorreu da medida em instâncias superiores.

2018: Delgatti condenado por estelionado
Em 21 de fevereiro do ano passado, Delgatti também foi julgado por envolvimento em um estelionato cometido em março de 2015. Na época, ele teve acesso a um cartão bancário furtado de um escritório de advocacia. Com o cartão, Delgatti fez uma série de compras, incluindo poltrona, cabeceira de cama e roupa de cama. Um prejuízo de quase R$ 1.7 mil. Ele foi condenado a um ano e dois meses de prisão em regime semiaberto.  

No Twitter, Walter Delgati Neto se mostrava contra o atual governo federal (Reprodução/Twitter)
Na internet, Delgatti era ativo

Em seu Twitter, que usou até segunda-feira, Walter Delgati Neto, dizia que o "Brasil não é para principiantes" e aproveitava para ironizar o atual presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL) e repostar conteúdos relacionados ao vazamento do Telegram de Moro. Ele criou a conta em 2010, mas voltou a comentar em 27 de maio, depois de abandonar o Twitter em agosto de 2011. Passou a repostar conteúdos contra Bolsonaro e também vivia discordando do chefe dos procuradores ligados a Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Em um compartilhamento de 18 de julho, ele replica a imagem de Sérgio Moro com a frase "Delação Manipulada".

São dezenas de postagens dos mais variados colunistas e meios de comunicação que ele passou a divulgar desde então. Uma delas, no dia 6 de julho, mostra os bonecos de Moro e Dallagnol falando sobre um hacker ter invadido as contas do Telegram.  
 
Em junho, no Twitter, Walter Delgatti Neto deu uma dica de como confirmar a autenticidade das mensagens roubadas do celular de Deltan Dallagnol. "Mesmo apagando tudo, os caches ficam no celular, eles são arquivos fragmentados, sem o conteúdo das mensagens, mas com todas saídas e entradas de mensagens." O comentário pode ter chamado a atenção da PF. 
 
Suspeito tem filiação partidária

Delgatti tem uma série de condenações judiciais e processos tramitando na Justiça, mas, antes de entrar para os atos ilícitos, já se mostrava ligado à política. Em 22 de junho de 2007, se filiou ao DEM em Araraquara. Mesmo distante, ele segue ativo [ao menos no papel].

Presidente do DEM de Araraquara desde 2018, Leandro Azem Cortez confirma que Delgatti é filiado de um modelo antigo do partido na cidade, mas não integra o grupo do Novo DEM que vem sendo reestruturado por técnicos em gestão pública, empresários e comerciantes da cidade. "Essa lista é antiga, mas estão todos ativos, sem participação na gestão da nova legenda local", diz Cortez explicando que ele não representa o partido, nunca participou de uma reunião e ninguém o conhece.  


Memes na internet

Após a PF deflagrar a Operação Spoofing o assunto virou um dos mais comentados no Twitter. Durante a tarde de terça-feira, dia 23, Araraquara chegou a ficar em primeiro lugar nos Trending Topics nacional da rede social quando o assunto foi descoberto pelo ACidadeON. Até mesmo montagens foram feitas pelos internautas (veja tweets acima).

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