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Acusados de matar sargento na casa de um padre começam a ser julgados

Um dos escândalos de maior repercussão na região deve ter um desfecho; três são acusados de matar um policial na casa de um padre em Matão

| ACidadeON/Araraquara

Caso envolvendo a morte do sargento Arruda, da PM, começou com uma extorsão com o padre, de Matão; os três réus, irão a júri popular (Rede Social/Montagem/ACidadeON)
Um dos julgamentos mais aguardados dos últimos tempos na região começa na manhã desta quinta-feira (8), em Matão. Três homens são acusados de envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar, Paulo Sérgio Arruda, de 43 anos. O militar morreu na casa de um padre que era extorquido pelo trio.  

Pela manhã, o movimento no Fórum de Matão é grande. O plenário está lotado de estudantes de direito e advogados interessados em acompanhar o caso que chama a atenção pela complexidade. 

Serão julgados: Edson Ricardo da Silva, o Banana; Luiz Antônio Carlos Venção; e Diego Afonso, conhecido como Cocão. Eles são acusados de homicídio qualificado com agravantes como promessa de recompensa e motivo torpe.  
 
Começa o julgamento do caso Arruda, em Matão (Foto: ACidadeON)

O padre, que estava na casa no dia da morte do sargento, será ouvido como testemunha. 

Além do sargento Arruda, outros três policiais também foram até a casa do padre naquele dia. Agora, eles também serão ouvidos.  

Outras 15 pessoas foram intimidadas para dar testemunho perante ao juiz.  

A previsão é que o julgamento siga até o começo da noite e talvez na sexta-feira (9). O júri está composto por três homens e quatro mulheres. 

A expectativa está grande em torno da ação, que é comandada pelo juiz Ricardo Domingos Rinhel.  

O portal ACidadeOn acompanha o caso.  
 
 

Entenda 
O sargento da polícia Paulo Sergio de Arruda, de 43 anos, foi morto no dia 19 de fevereiro de 2018, no Residencial Olivio Benassi, na casa paroquial em Matão. O pm teria ido até o local para ajudar o padre Edson Mauricio, de 51 anos, que estava sendo vítima de extorsão.  

No local estava marcado para o padre encontrar o rapaz que o ameaçava. Ao chegar na casa Édson Ricardo da Silva, conhecido como Banana, estava com outros dois comparsas, Luiz Antônio Carlos Venção e Diego Afonso.  
Quando eles perceberam a presença da polícia teriam iniciado uma troca de tiros e o sargento foi atingido.  

É preciso lembrar que tudo partiu de um relacionamento íntimo entre Edson Ricardo da Silva com o padre Edson Maurício, que vivia numa casa paga pela igreja e administrava a Paróquia Santo Expedito, de Matão.  

Em um dos encontros do padre com Édson da Silva, os outros dois réus, Luiz Antônio Carlos Venção e Diego Afonso ficaram escondidos e filmaram as relações que aconteciam na sala, por isso, o padre estava sendo extorquido.  

Além do sargento Arruda, naquele dia 19 de fevereiro, outros três policiais foram até a casa do padre. Dois deles entraram na casa junto com Arruda e outro ficou dando apoio do lado de fora. Eles também são testemunhas do caso.   




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