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Acusado de matar Kênya queria moto de volta, diz polícia

Segundo delegado, Almir José, de 38 anos, esfaqueou a estudante após discutir por causa de motocicleta que ele emprestou para a vítima

| ACidadeON/Araraquara

 
O motorista Almir José Gomes Nascimento, de 38 anos, se entregou à Polícia Civil de Araraquara e assumiu o assassinato da estudante Kênya Regina Silveira de Oliveira, de 21 anos, ocorrido na última sexta-feira (9), no Centro de Araraquara.  

De acordo com o depoimento dado pelo acusado, a discussão que resultou na morte da estudante teria sido motivada por uma moto Kawazaki, que estava em posse de Kênya.  

"Ele comprou a motocicleta e passou para a vítima. Por conta de desentendimentos, eles terminaram o relacionamento e o autor do crime pediu a moto de volta. Eles marcaram o encontro, mas a vítima se recusou a devolver a motocicleta e deram início a uma discussão. Ele então deu as duas facadas no pescoço dela", afirma o delegado Fernando Teixeira Bravo, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).   

Fernando Bravo (Amanda Rocha)
Investigação
Segundo Fernando Bravo, as investigações começaram no mesmo momento que o crime aconteceu. "No mesmo dia do homicídio nós já começamos a realizar diligências pelo Centro e conseguimos identificar que Almir teria marcado encontro com a vítima naquele estacionamento para pegar a moto de volta", explica. 

A DIG conseguiu o mandado de prisão temporária ainda no final de semana, mas o advogado teria procurado a Polícia Civil, afirmando que ele se entregaria. "O advogado afirmou que ele estava arrependido, pois era trabalhador e sabia que havia feito coisa errada. Agora vamos seguir nas investigações e verificar as informações colhidas", ressalta.   

Jovem é esfaqueada no Centro de Araraquara (Fotos: Amanda Rocha)

Arrependimento
De acordo com o advogado Rafael Matheus Viana de Souza, Almir estaria arrependido desde o dia do crime. "Almir se entregou espontaneamente, pois optou por dar sua versão ao delegado e nenhuma pergunta ficou sem resposta. Ele está arrependido desde o dia do crime", afirma o advogado. 

Ainda de acordo com o advogado, Almir assumiu o crime e afirmou que não pretendia ficar foragido. "Ele entrou em contato com seus defensores e se apresentou. Almir sabia que entraria como um homem livre e ficaria preso", finaliza o advogado.  
 
O acusado irá responder por homicídio qualificado, por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima.  

Vítima de feminicídio vinha sendo perseguida por rapaz (Foto: Reprodução EPTV)
Relembre o caso  
A estudante Kenya Regina Silveira de Oliveira, de 21 anos, foi morta com duas facadas no pescoço, na última sexta-feira (9), após discutir com o suspeito, em um estacionamento localizado no Centro de Araraquara. 

A jovem morava em um prédio próximo e alugava uma vaga no estacionamento localizado na Rua Expedicionários do Brasil, para guardar sua moto, uma Kawasaki com placas de Itápolis. 
 
VEJA VÍDEO:  

 


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