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Justiça contraria PF e mantém amigos do hacker de Araraquara presos

Advogado que defende o casal Suelen e Gustavo questionou a decisão

| ACidadeON/Araraquara

Walter Delgatti, o Vermelho, e os três amigos presos na operação
A Justiça manteve presos os quatro suspeitos de participarem do esquema que invadiu celulares de autoridades, entre elas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. A decisão contraria entendimento da própria Polícia Federal.  

Segundo relatório da PF, dois dos quatro réus não precisariam mais aguardar presos pelo fim das investigações por não oferecerem risco ao trabalho policial. A decisão de manter os quatro na cadeia foi do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.  

A PF afirmou à Justiça que a prisão preventiva de Walter Delgatti Neto e de Gustavo Henrique Elias Santos era necessária, mas que não havia mais necessidade de manter presos Suelen Oliveira e Danilo Marques, porque seus aparelhos eletrônicos já tinham sido apreendidos e eles não tinham ligação direta com a invasão do Telegram das autoridades. 

Apesar da argumentação da PF, o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, que atua no caso, não concordou e afirmou no processo que havia risco de colocar Danilo e Suelen em liberdade porque eles poderiam cometer novos crimes. 

O juiz concordou com as afirmações do Ministério Público e manteve os quatro alvos da Operação Spoofing presos. A Polícia Federal ainda não concluiu a análise e perícia nos celulares dos quatro suspeitos. 

Apesar das afirmações de Walter Delgatti, que sempre disse ter agido por conta própria, a PF ainda não descarta a possibilidade de ele e os três outros detidos terem sido pagos para invadir o Telegram de autoridades como o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. 

As investigações levam a polícia a acreditar que Walter cometeu o crime de lavagem de dinheiro para ocultar o recebimento de pagamentos por crimes como fraudes bancárias e estelionato. 

O advogado Ariovaldo Moreira, que defende o casal Suelen Oliveira e Gustavo Henrique Elias Santos, questionou a decisão. No entendimento dele, a Justiça errou principalmente em relação a Suelen e a PF já não tem mais interesse em investigá-la, motivo pelo qual ele vai entrar com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça ainda nesta sexta-feira (6).

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