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Polícia reconstitui ação da PM que terminou com morte de morador de rua

Valdenir de Souza Aparecido morreu ao ser baleado duas vezes por dois policiais militares em abril deste ano

| ACidadeON/Araraquara

 

 

As polícias Civil e Científica fazem na manhã desta quinta-feira (19), na Praça do Carmo, a reconstituição da ação policial que terminou com a morte de um morador de rua, Valdenir de Souza Aparecido, de 55 anos, no último dia 20 de abril. O trabalho serve para que os investigadores tenham mais elementos para a conclusão do inquérito. 

Quatro policiais deram sua versão para o caso, bem como uma testemunhas - um homem em situação de rua, que estava sentado ao lado da vítima no dia do crime. Atualmente ele cumpre pena por um homicídio cometido no Paraná. Toda a ação foi acompanhada por peritos que fazem a relação entre os depoimentos prestados na época do crime, as versões apresentadas agora e o resultado do trabalho pericial feito no corpo, nas armas e na cena do crime.  
 
A reconstituição começou às 9 horas e durou 1h50. De acordo com o delegado Geriel Dal Ri, responsável pelo caso, as versões não apresentaram contradições.    
 
De acordo com os relatos, a Polícia Militar foi chamada para uma ocorrência na Praça do Carmo, pois um homem teria atirando pedras em um menino de oito anos, que passeava pelo local com a mãe. Quando a viatura chegou, o senhor, já estaria agressivo.

Ainda segundo relatos, Ao se aproximarem da vítima, que estava sentado ao lado de outros três homens no banco da praça, Valdenir teria se levantado com uma faca em mãos e partido para cima do policial. O PM teria então recuado e sacado a arma. Ao andar de costas, o policial acabou tropeçando e caindo, dando abertura para que a vítima viesse para cima do PM. O militar efetuou um primeiro disparo, mesmo assim, a vítima teria continuado a ir para cima dele. Foi então que um segundo tiro foi disparado.  

Valdenir foi atendido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, mas morreu ainda no local.   

Polícia faz reconstituição de caso ocorrido na Praça do Carmo. (Foto: Gabriela Martins/ACidade ON)

Medo 

Cinco meses após o homicídio, a mãe do garoto, Roseli Regina Biscari, de 46 anos, afirma que não consegue mais frequentar a praça. "Eu já tinha medo que meu filho ficasse aqui, depois daquele dia nunca mais voltamos. Toda a cena ainda esta na minha cabeça e na do meu filho, que passa por psicólogo. O homem foi para cima do policial, ele tem sorte de estar vivo", conta Roseli.  

Mãe e filho estiveram presentes na reconstituição e assistiram todas as versões até o fim.   



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