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Araraquara teve aumento de 85% nos homicídios em 2021

Socióloga Alessandra Laurindo avalia que impactos da pandemia e flexibilização do acesso a armas estão relacionados com aumento da criminalidade

| ACidadeON/Araraquara -

 

Número de homicídios em Araraquara no ano de 2021 foi quase o dobro do número de casos de 2020
Número de homicídios em Araraquara no ano passado foi quase o dobro dos casos registrados em 2020

 

Os homicídios em Araraquara aumentaram 85% de 2020 para 2021, passando de sete registros para 13 ocorrências de assassinato no ano passado. Além disso, houve aumento nos casos de furtos, assaltos e furtos de veículos, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). 

Segundo os números divulgados pela SSP-SP, apenas os casos de estupro tiveram redução no número de registros, com 18 casos em 2020 e 13 em 2021, uma redução de 28% nos casos desse tipo. 

Os casos de furtos em geral, aqueles registrados em casas, comércios e contra pessoas, aumentaram 23%, com 1.898 registros em 2020 e 2.334 no ano passado. 

Os assaltos aumentaram 9,2% de um ano para o outro, com 270 ocorrências em 2020 e 295 de janeiro a dezembro do ano passado. 

Já os furtos de veículos tiveram aumento de 4,5%, passando de 197 pra 206 casos de um ano para o outro. 

PANDEMIA 

Para a socióloga Alessandra Laurindo, não se pode fazer a avaliação de um fator específico que tenha causado o aumento na criminalidade, pois o período pandêmico acentuou algumas questões emblemáticas, como o impacto na saúde mental, o aumento do desemprego e a evasão escolar, que estão relacionados a esses índices. 

"São problemas que estão estruturalmente interligados, e por outro lado, temos a flexibilidade no acesso às armas, após o afrouxamento das legislações vigentes, o que também facilita esse aumento", explicou Alessandra, que é coordenadora municipal de Políticas de Igualdade Racial. 

Ela ressaltou ainda que, nos dois anos que antecederam a pandemia, segundo o Atlas da Violência publicado em 2021, esses índices haviam diminuído consideravelmente. 

"O mesmo documento traz a triste estatística de que o negro tem 2,6 vezes mais chances de ser assassinado no Brasil, pois um corpo negro em vias públicas infelizmente é um corpo em risco", concluiu a socióloga.

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