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cotidiano

Amigos lamentam e se despendem de Karunã, morta aos 30 anos

Corpo da jovem será enterrado no Cemitério São Bento; Delegacia de Investigações Gerais investiga o caso

| ACidadeON/Araraquara -

 

Karunã foi encontrada sem vida com o quarto e a cozinha da residência em chamas (Foto: Arquivo Pessoal)

"Estava sempre alegre", resumiu aos prantos Helen Andrade, de 34 anos, após a morte da amiga Karunã Ferreira Coimbra Manduca, 30, na manhã do último domingo (22), no Jardim Brasil, em Araraquara. 

As duas amigas estiveram juntas em um show sertanejo, na última sexta-feira (20). "A gente tinha um grupo: a turma do boteco. A gente sempre saiu. Meu Deus", desabafou em lágrimas. 

Helen lembrou que, embora animada, a amiga estava com medo de sair de casa naquele dia. "Estava toda animada para ir, mas com medo porque ele podia estar lá", disse. 

A amiga fez referência ao ex-namorado da vítima, com quem ela estaria tendo muitas brigas e desentendimentos recentemente. A família, inclusive, suspeita que ele seja o autor do crime. 

"Foi a pior notícia: chegar lá [na residência de Karunã] e estar cheio de Bombeiros, cheio de gente", contou. 

Nas redes sociais, muita comoção. "Ninguém vai entender nossa amizade. Minha metade, nosso companheirismo, minha amiga, minha irmã de alma, te amo", publicou uma amiga da jovem. 

"Kaka, sem acreditar que você se foi. Que Deus conforte muito toda a sua família", publicou outra amiga. 

Outra publicação diz que é "Difícil acreditar em tamanha maldade e crueldade que fizeram com você. Descanse em paz". 

O corpo da vítima é velado no Memorial Sinsef, no Centro da cidade. À tarde, será enterrado no cemitério São Bento.  

Corpo da vítima é velado no Memorial Sinsef, no Centro (Foto: acidade on)

INVESTIGAÇÃO 

O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara. O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que constatou a presença de mordaça e um pano cobrindo o seu rosto. 

No local, também foi constatado que um cordão feito com cobertas, ligava o fogão à cama em que a vítima foi encontrada. 

Segundo o delegado Fernando Teixeira Bravo, a investigação está em fase de materialização de provas e de relatos de testemunhas. 

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