Acusado de matar motociclista vai a júri por morte de travesti

Alexandre e o companheiro Denner Silva são acusados cometer assassinato por dívida de 'uso de ponto'

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Rita Magalhães
Reprodução EPTV
Alexandre e seu companheiro, o travesti Denner Oliveira Silva, a Juliana (foto: Reprodução / EPTV)

 


O motorista Alexandre Ferreira da Costa, preso na noite desta segunda-feira (11), acusado de provocar o acidente que matou o motociclista Danilo Braga Eroico, 33 anos, vai a júri popular pela morte do travesti Paulo Vicente Lopes da Silva, o Paulete, em fevereiro de 2014.

Alexandre e seu companheiro, o travesti Denner Oliveira Silva, a Juliana, foram pronunciados (mandados a júri popular) pelo juiz Luiz Augusto Freire Teotônio, da 1ª Vara do Júri de Ribeirão Preto, em dezembro de 2015. A data do julgamento ainda não teria sido marcada em razão de uma série de recursos interpostos pela defesa de Alexandre.

O crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia do assassinato de Paulete, Alexandre e Juliana e outras pessoas denominadas no processo como ‘mães de santo’, ocupando uma Hilux, na madrugada do dia 16 de fevereiro de 2014, foram até a rua Santa Rosa esquina com a Itanhaém, no Quintino Facci 1, em busca do travesti Michele para cobrar a diária de R$ 20 relativas ao “uso do ponto”.

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Quando chegaram ao ponto viram Michele, que saiu correndo de medo do grupo e acabou caindo. Paulete, que estaria no mesmo ponto, se aproximou para ajudar o colega.

Inconformados com o socorro prestado ao suposto devedor, os ocupantes da Hilux, armados com facas, partiram para cima de Paulete, que ainda tentou se defender com um pedaço de pau, mas não conseguiu por causa do número superior de agressores. A vítima foi esfaqueada 15 vezes e não resistiu aos ferimentos. Michele conseguiu fugir.

Alexandre e Juliana foram pronunciados por homicídio duplamente qualificado – motivo fútil e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O magistrado rejeita a terceira qualificadora – emprego de meio cruel – apresentada pelo Ministério Público, pois entendeu que os golpes foram desferidos em regiões fatais e não com objetivo de prolongar o sofrimento da vítima.

À época, o magistrado concedeu ao réu o benefício de continuar respondendo ao processo em liberdade desde que mantivessem a Justiça informados de seus endereços.

Para agendar a data do julgamento, a Justiça de Ribeirão Preto aguarda o julgamento de todos os recursos ajuizados pela defesa dos réus.

O advogado de Alexandre, Hamilton Pereira, foi procurado nesta manhã de terça-feira para falar sobre o caso, mas não quis falar com ACidade ON.

Alexandre foi encaminhado na manhã desta terça-feira à Caderia Pública de Santa Rosa onde vai aguardar a intimação para prestar depoimento ao delegado Alexandre Jorge Dahur Filho, responsável pelo caso.  

O preso não foi ouvido nesta manhã porque o delegado está em uma operação fora de Ribeirão Preto.
 


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