Após a Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo apontar uma possível relação entre o surto de diarreia em Américo Brasiliense — que já registra 2.111 casos e a morte de um idoso de 85 anos — e a presença de E.coli na água, a prefeita Therezinha Viveiros comentou sobre o caso e afirmou ter dúvidas quanto à conclusão preliminar do órgão estadual.
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (17), a prefeita destacou que o laudo ainda não foi finalizado.
“A Vigilância do Estado apontou a água como possível causa, mas baseada em um único ponto — no bairro São Judas Tadeu — analisado em outubro, sem contraprova. Considerando que a água é de uso coletivo e que a transmissão de viroses pode ocorrer tanto por água quanto por alimentos, entendemos que pode ser a água”, afirmou.
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Presença de E.coli foi registrada em outubro
Therezinha declarou que o município a presença da E.coli foi detectada e confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz em um ponto de coleta, no dia 24 de outubro. Entretanto, segundo ela, o problema foi corrigido.
“Estamos com a água normalizada. Foi um único ponto que apresentou E.coli em outubro. A preocupação da população é legítima — eu mesma moro aqui, minha família mora aqui e bebemos água da torneira. Precisamos de uma definição se a causa é realmente a água ou não. Mas reforço: hoje a água está normalizada e todos os laudos estão disponíveis. Não houve qualquer inverdade por parte da administração”, disse.
Monitoramento e análises da água
O diretor do Departamento de Água, Esgoto e Meio Ambiente (Daema), Cleverson Mariano de Marins, explicou que o monitoramento da qualidade da água é feito semanalmente por uma empresa contratada, com análises às segundas e quintas-feiras.
“No dia 24 recebemos um laudo do Adolfo Lutz, informando a presença da E.coli. O procedimento padrão que nós seguimos é fazer a checagem da cloração, garantindo que a cloração esteja presente em toda a nossa rede e também a realização de uma nova analise desse ponto. No dia 13 de novembro nós recebemos uma análise apontando que o problema havia sido sanado. Nós não falamos sobre a presença da E.coli, pois o padrão é fazer uma contraprova. Feita essa contraprova, mostrando que o problema foi resolvido, nós seguimos com o controle diário da cloração.
A responsável pela Vigilância Sanitária do Município, Vanessa Veronez Leme, informou que a análise mensal da água — prevista para 18 de novembro — foi antecipada em razão do surto. “A coleta foi realizada no dia 10 e, no dia 13, os relatórios saíram como satisfatórios”, disse.
Medidas de prevenção recomendadas
As orientações para a população incluem:
- Lavar as mãos com frequência usando água e sabão.
- Não compartilhar pratos, copos ou talheres, especialmente em casas com pessoas doentes.
- Ferver a água antes do consumo.
- Redobrar os cuidados de higiene pessoal e doméstica.
A Vigilância Sanitária municipal informou ainda que aguarda uma nova remessa de hipoclorito de sódio (água sanitária 2,5%) enviada pelo Estado, para continuar a distribuição à população. O produto é utilizado para purificar a água, com a recomendação de aplicar duas gotas por litro e aguardar 30 minutos antes do consumo.

