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Justiça nega pedido de liberdade de empresário que matou tatuador

Juiz alegou que a soltura de Fernando Ganci poderia comprometer a investigações. Crime aconteceu em dezembro após briga de trânsito

| ACidadeON/São Carlos

Defesa pede liberdade provisória de empresário que matou tatuador
A Justiça de São Carlos negou o pedido de liberdade provisória do empresário Fernando Ganci, preso pela morte do tatuador Marcos Gentil Romero, o Tsunami, em uma briga de trânsito em 3 de dezembro. As informações são do portal G1 São Carlos.

A decisão foi expedida no sábado (15), informou ao G1 o advogado de defesa Alessandro Milori.

Na decisão o juiz nega o pedido afirmando que "em que pese o empenho da defesa técnica, a liberdade do acusado nesse momento poderia comprometer as investigações que ainda estão em curso".

Segundo Milori, agora, a defesa está analisando a decisão judicial para tomar as medidas cabíveis.  

Prisão 
Ganci foi preso em Presidente Epitácio (SP), próximo à divisa do Mato Grosso do Sul, cinco dias depois de ter dado quatro tiros no tatuador Marcos Tsunami durante uma discussão de trânsito em São Carlos. 

Em depoimento ao delegado Giberto de Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) ele confessou que atirou em Tsunami porque ele fez um gesto que para o empresário parecia que ele pegaria uma arma. "Ele disse não recordar-se quantos [tiros], que foi um ato de emoção, um ato de impulso, que ele entendeu que o cara iria matá-lo e ele o fez antes", disse Aquino.  

O empresário também relatou que sofre de problemas psicológicos. "Disse que está fazendo tratamento psiquiátrico, está com síndrome do pânico, depressão. Falou os nomes dos medicamentos, falou o nome do profissional que o acompanha. Tudo isso nós vamos checar se é verdade ou não", afirmou o delegado.  



Câmeras flagraram o crime
Câmeras de segurança de um supermercado flagraram o homicídio. As imagens foram obtidas com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo

Nas imagens é possível ver quando Ganci corta a frente do carro do tatuador e entra na vaga sem dar seta.

O empresário desce do carro e vai até o veículo de Tsunami e a discussão começa. Ele dá um soco na vítima, que ameaça descer do carro. Na sequência, Ganci saca o revólver da cintura e dá quatro tiros.

Intenção de matar 
O advogado da família de Tsnunami, Antônio Piva, disse que já era esperado o empresário alegar uma eventual legítima defesa.

"Ele matou o Marcos Tsunami sem direito sequer de defesa. Ele não conseguiu nem sair do veículo para se defender. Se fosse simplesmente uma briga de trânsito, ele não teria feito quatro disparos. A intenção deliberada dele era matar mesmo, não era eventualmente só se defender", avaliou.

"A família não fica aliviada porque o ente querido foi embora, o que a família clama é por justiça. Ela quer que a justiça seja feita dentro da legalidade e que o autor dos fatos responda na medida da culpa dele", afirmou Piva.

Fuga
Ganci disse à polícia que, após o crime, deixou a mulher e a mãe, que estavam com ele no carro, em casa e seguiu em direção a Ribeirão Preto (SP). Ao passar pelo rio Mogi Guaçu, conferiu o tambor da arma e viu que tinha deflagrado quatro cápsulas e, então, jogou a arma no rio.

Ele contou que dirigiu até a Bolívia onde ficou por duas noites até ser convencido pela mulher a voltar para São Carlos e se entregar e, no percurso de volta, acabou sendo preso por policiais rodoviários.
 
Ganci foi levado para o Centro de Triagem de São Carlos, onde deve ficar até o final das investigações. Questionado pela reportagem da EPTV, ele disse estar arrependido do crime. "Muito", disse. 



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