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Embraer vai dar férias coletivas a trabalhadores em janeiro de 2020

Empresa comunicou funcionários, nesta quinta-feira (10); durante o período haverá reestruturação em sistemas

| ACidadeON/Araraquara

Embraer dará férias coletivas aos trabalhadores Foto: Reprodução/EPTV
A Embraer, anunciou, nesta quinta-feira (10), que dará férias coletivas em janeiro aos 15 mil trabalhadores de suas diferentes unidades, entre elas a de Gavião Peixoto.  Durante este período a empresa afirma que fará a transição de sistemas e processos relativos ao negócio de aviação comercial, que serão usados pela joint venture com a Boing, após o fechamento da transação, prevista para ocorrer no ano que vem. 

Segundo o comunicado, durante o período de 1 a 20 de janeiro, as operações e os sistemas de TI estarão fora do ar, paralisando as unidades São José dos Campos, Taubaté, Sorocaba, Gavião Peixoto e Botucatu. Os escritórios da Embraer em São Paulo e em Belo Horizonte também serão afetados.  

O comunicado diz ainda que após o período de férias coletivas, a empresa dedicada ao negócio de Aviação Comercial - formará a joint venture planejada com a Boing - estará segregada da Embraer, com sistemas independentes e todas as pessoas já transferidas e trabalhando dedicadas a esse negócio.

"Importante ressaltar que essa empresa continua fazendo parte do grupo Embraer até que a parceria seja totalmente aprovada pelas entidades regulatórias e atenda todas as demais condições de fechamento do negócio entre as empresas", diz um trecho do documento. 

Avaliação do sindicato

A decisão causa apreensão entre os trabalhadores, preocupados com as medidas que a nova direção da companhia eventualmente possa tomar. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, é contra as coletivas, de acordo com decisão que teria sido tomada pela categoria.

"Em assembleia, os trabalhadores reivindicaram da empresa a concessão de licenças remuneradas, ao invés de férias coletivas, se fosse preciso parar a produção por conta da mudança do controle operacional", finaliza o diretor do Sindicato Herbert Claros.

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