
A greve sanitária dos servidores que atuam na Educação de Araraquara teve baixa adesão no primeiro dia de movimento. A informação é do próprio Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar) em nota divulgada, nesta segunda-feira (5).
Este foi o primeiro dia de mobilização após convocação da Prefeitura para que os profissionais retornassem aos seus postos de trabalho visando o retorno gradual presencial das aulas, previsto para ocorrer no próximo dia 12 de abril.
Os grevistas alertam para o risco de contaminação pela covid-19 com a ausência de condições sanitárias nas unidades de ensino da cidade. Até o momento, o Sismar afirma que não há nenhum posicionamento da Prefeitura diante da greve e que a paralisação prossegue.
“Não estamos fazendo sensacionalismo, todo mundo é grande, passou no concurso e sabe da sua vida. Mas aqui tem a ver com a coletividade e sua vivência em sociedade. Não é uma coisa que você faz e assume sozinho”, alerta o presidente do Sismar, Gustavo Jacobucci.
“Estou abismado de ter que discutir assunto de vida e morte. É inaceitável ter que ficar discutindo horas por dia para convencer as pessoas de manterem suas vidas. Estou estarrecido com uma situação dessas”, completa o líder sindical.
Durante a greve, através das redes sociais, o sindicato organiza duas assembleias diárias, uma às 9 horas e uma às 16 horas. Em cada uma delas há uma lista de presença que deve ser assinadas pelos servidores (virtualmente).
Representantes do sindicato afirmam que 385 crianças de Araraquara com menos de 9 anos tiveram covid-19, segundo dados da própria Prefeitura. O Sismar estima que o número possa ser ainda maior, pois na maioria das vezes a criança não apresenta sintomas.

Procurada, a Prefeitura não comentou o primeiro dia de greve dos servidores que atuam na rede municipal de educação. Porém, o prefeito Edinho Silva (PT), defendeu o retorno das aulas na cidade através das redes sociais.
“Talvez nunca mais elas [crianças] recuperem esse tempo perdido. Se não tomarmos medidas, talvez estejam aumentando o abismo social e é preciso sim, que estejamos com as escolas abertas para quem precisa dela educando, acolhendo, principalmente, aqueles que mais precisam. É uma perda absurda e irreparável”, defende o prefeito.
“A família que pode manter seu filho em casa e tenha condições de desenvolver material didático, essa pode ficar em casa. Agora, quem não tem condição de ajudar a criança que está em vulnerabilidade, ela precisa estar na escola”, completa.
