Em meio aos casos de dengue, você provavelmente já se deparou com alguma estratégia adotada pelo poder público para combater o mosquito Aedes aegypti. A nebulização e o fumacê são as mais comuns. Mas qual a diferença entre eles? O ON Explica.
A eficácia da aplicação é o que mais diferencia os dois procedimentos, já que ambos utilizam o mesmo inseticida. Segundo os especialistas, enquanto a nebulização tem 90% de eficiência no combate ao mosquito, o fumacê tem apenas 40%.
A explicação para esta diferença está na distância em que o produto é aplicado. Se, por um lado, a nebulização ocorre dentro das casas, por outro, o fumacê é lançado por um carro que passa pelas ruas.
“Considerando que é um mosquito doméstico, que tem preferência por estar dentro das casas, então, [a nebulização] tem uma eficácia maior. Já o fumacê é usado em casos emergenciais, depois de uma avaliação de transmissão, quando estão acontecendo vários casos no setor, quando o índice de infestação está muito alto, a tendência ficou muito alta; entra como um complemento a aplicação do fumacê”, explicou a gerente de controle de vetores de Araraquara, Alessandra Cristina do Nascimento.
A nebulização e o fumacê são adotados em regiões em que já há registros de dengue. Em Araraquara, foram confirmados 145 casos da doença até esta terça-feira (5).

O nebulizador utilizado pela secretaria municipal de Saúde tem capacidade para 6 litros inseticida. O produto é biodegradável e mata apenas o mosquito adulto.
“Os inseticidas utilizados na saúde pública têm segurança tanto para a população quanto para os animais e o meio ambiente. Eles são biodegradáveis, direcionados exatamente para o mosquito“, garantiu Alessandra.
Cerca de uma hora antes da aplicação, os moradores são avisados e orientados a deixar suas casas e esperar entre 15 e 20 minutos. Animais domésticos também devem ser retirados durante o período.
A gestora de controle de vetores Natália Caroline de Oliveira lembrou que a comunidade precisa ser uma aliada no combate à dengue, evitando água parada e criadouros do mosquito.
“No bebedouro de animais, por exemplo, não é suficiente eliminar só aquela água, tem que passar uma bucha porque o pernilongo gruda os ovos deles ali e pode ficar a seco até 365 dias e, quando chove ou coloca água novamente, o ciclo continua“, alertou.
Além da dengue, Araraquara já registrou dois casos de Chikungunya e um Zika. As duas doenças também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. (Com informações da EPTV).