São Paulo registra dois casos importados de sarampo e Saúde faz alerta para vacinação
Em Araraquara, a cobertura da tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola, está em 00%
AGÊNCIA BRASIL – Após a confirmação de dois casos de sarampo no estado, o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo emitiu nesta semana alerta para a vacinação contra a doença.
Os casos recentes são de homem e mulher, de 37 e 35 anos, residentes em Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista, que viajaram recentemente à Europa. Eles passam bem e não precisaram de internação.
Segundo a secretaria municipal da Saúde da capital, não há casos secundários relacionados, porém, a detecção do vírus no estado alerta a população sobre o risco de transmissão local e de disseminação.
“O viajante que retorna deve manter a atenção ao aparecimento de sintomas em até 21 dias. Caso apresente febre e vermelhidão na pele, evite o contato com outras pessoas até ser avaliado por um profissional da saúde”, orientou a diretora do CVE, Tatiana Lang, em nota.
O Brasil está próximo de retomar o status de livre da doença, que ocorre quando o país não registra casos transmitidos localmenta há mais de dois anos. A última vez que isso ocorreu foi justamente há dois anos no Amapá.
O SARAMPO
O sarampo é uma doença viral, altamente transmissível, que pode ter uma apresentação grave e até levar à morte. A transmissão ocorre pela tosse, fala, espirro ou pela aspersão de gotículas de saliva de uma pessoa doente.
Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse seca; irritação nos olhos (conjuntivite); nariz escorrendo ou entupido.
A vacinação é a maneira mais efetiva de evitar a infecção. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura para a doença, através da vacina tríplice viral, tem esquema vacinal de duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade e uma dose para adultos de 30 a 59 anos.
O alerta indica ainda que adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar o esquema vacinal.
O imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e teve aumento da cobertura da primeira dose, de 80,7% em 2022 para 87% em 2023.