O suspeito de agredir o idoso João Batista Gomes de Campos, de 67 anos, na noite da última quinta-feira (10), no bairro Ponte Alta, em Américo Brasiliense, se apresentou voluntariamente na Delegacia de Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (11), foi ouvido e liberado . Ele tem 21 anos e estava acompanhado de um advogado.
Segundo o delegado Jesus Nazaré Romão, o inquérito policial foi instaurado como homicídio doloso – ou seja, quando há intenção de matar. Porém, diante da ausência de flagrante e da disposição do suspeito em contribuir com a investigação, não houve prisão.
“A versão da testemunha e a versão do interrogado foram coincidentes. Então, há uma certeza de como o caso ocorreu. Agora, vamos aguardar a perícia técnica e o resultado do laudo necroscópico para ver realmente qual foi a causa mortis, se há outras lesões, além da lesão apresentada, e tomar as providências no final do inquérito”, disse o delegado.
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Além da primeira testemunha ocular que prestou depoimento ainda na madrugada, outras pessoas ainda devem ser ouvidas. Imagens de uma câmera de segurança também foram analisadas. De acordo com o delegado, até o momento, não há versões conflitantes sobre os fatos.
Os indícios apontam que a agressão sucedeu uma discussão de trânsito entre a vítima e o suspeito, que ocorreu no cruzamento da Rua Vicente Rizzo com a Rua Carlos Zamo.
“Ele estava conduzindo a sua bicicleta pelo local, quando a vítima, conduzindo o veículo, teria batido com o retrovisor na bicicleta e passado com o carro no pé do autor. A partir disso, houve uma discussão e, nesta discussão, a vítima teria saído do carro. Neste momento, o autor teria desferido um golpe de pontapé que acertou a cabeça da vítima, que caiu praticamente morta, desacordada. O autor teria pegado a bicicleta de volta e ido embora”, explicou o delegado.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas João Batista morreu no local. A Polícia Militar foi acionada, colheu os primeiros depoimentos de testemunhas e acionou a perícia técnica.

O advogado do suspeito, Ariovaldo Moreira considerou o crime uma fatalidade. “Obviamente que a defesa é no sentido de que não houve intenção nenhuma de cometer um homicídio ou coisa do tipo. Pelo que se infere, não só do depoimento do meu cliente, mas também das imagens, é nítido lesão corporal seguida de morte“, avaliou.
Segundo o defensor, o jovem está arrependido. “Ele narra que também agiu em defesa da sua integridade física, porque naquele momento entendeu que a vítima poderia pegar uma faca, pegar um objeto qualquer e agir em desfavor da pessoa dele, mas está arrependido do que aconteceu. As imagens das câmaras de segurança que estavam no local deixam claro o desespero dele, quando vê a vítima ao solo. Então, não tenho dúvidas de que, para ele, isso aí é um fato que irá marcá-lo por toda a vida e, obviamente, o arrependimento é nítido na fala dele”, concluiu.
