O Tribunal do Júri decidiu na última terça-feira (30) que o homem, de 22 anos, acusado de esfaquear o colega de alojamento, em Araraquara, não teve a intenção de matar. O réu foi condenado pelo crime de lesão corporal, mas absolvido da acusação de tentativa de homicídio.
- Participe do nosso grupo no WhatsApp (Clique aqui)
- Participe do nosso Canal no Whatsapp (Clique aqui)
- Participe da nossa comunidade no Telegram (Clique aqui)
O crime ocorreu em novembro de 2022 em um alojamento de construção civil, no Jardim Paraíso. Na ocasião, um trabalhador, de 36, foi atingido com golpes de peixeira na cabeça e no ombro e precisou receber atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Central.
Para o Ministério Público de São Paulo, o caso configurou tentativa de homicídio por motivo fútil e a morte apenas não se concretizou por circunstâncias alheias à vontade do réu. O Júri, porém, teve outro entendimento e classificou as agressões como lesão corporal, seguindo a linha da defesa.
“A decisão neste caso foi a mais acertada, pois o réu sempre assumiu ter cometido as lesões, porém, sem a intenção de matar. Assim, o que a defesa pretendia era a desclassificação do crime de homicídio qualificado tentado para lesão corporal, e foi assim que as juradas entenderam de fato”, disse a advogada Josimara Veiga Ruiz.
Desta forma, o réu foi condenado a seis meses de prisão. No entanto, como ficou preso preventivamente por nove meses desde o crime, a pena foi automaticamente extinta. “Foi feita a justiça, dada uma resposta para a ação do réu, porém, nos limites justos”, comemorou a advogada.
O CRIME
O julgamento por júri popular ocorreu, na última terça-feira (30), no Fórum de Araraquara, ou seja, um ano e oito meses após o crime.
Sobre aquele dia, a vítima contou que as agressões ocorreram após repreender o acusado que chegou ao alojamento alterado e fazendo barulho, dizendo que queria dormir.
Testemunhas disseram que o réu foi retirado do quarto por outros colegas e, ao retornar minutos depois, esfaqueou a vítima, ao sair do banheiro.
Após o crime, o acusado fugiu e foi preso em flagrante pela Polícia Militar, no Jardim América. Ele permaneceu detido até agosto do ano passado, quando passou a responder ao processo em liberdade.
