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Livro conta história do artista araraquarense Luís Antonio Martinez Correa

As escritoras Danielle Aquino e Manoela Marques relatam a trajetória pessoal e artística de Luis Antonio, que morreu aos 37 anos no Rio de Janeiro

| ACidadeON/Araraquara

Luís Antonio Martinez Corrêa, ator e diretor de teatro
Luís Antonio Martinez Corrêa foi um dos filhos ilustres de Araraquara. Nascido em 1950, fez carreira na capital como ator e diretor de teatro. Em 1975, foi para o Rio de Janeiro, onde investia em musicais, até em 23 de dezembro 1987, véspera de Natal foi morto a facadas, em um crime relacionado a homofobia. Sua mãe e seus irmãos, entre eles o também ator e diretor José Celso Martinez Correa, já estavam em Araraquara reunidos para comemorar a data, quando um telefonema avisava sobre a morte de Luís.  

O crime chocou o Brasil na época e ganhou notoriedade, principalmente entre a classe artística, porém, ainda hoje, poucas pessoas conhecem a trajetória pessoal e artística de Luís Antonio. Para isso, as escritoras Danielle Aquino e Manoela Marques lançam nesta quinta-feira (29) o livro "Luís: um malandro burguês", lançado pela editora Casa da Árvore. O evento será no Sesc, às 20h, com entrada gratuita. O projeto tem ainda o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundart.  

Segundo Danielle Aquino, foi durante a faculdade, que ela e Manoela decidiram escrever um livro reportagem e o nome do Luís Antonio surgiu pela proximidade de Danielle com o teatro. "É um artista que tem pouco material informativo sobre ele e, por isso, começamos uma pesquisa, com entrevistas entre familiares e amigos. O livro reportagem saiu em 2011 e estava guardado desde então", diz ela. "Agora, o livro foi reescrito e está sendo lançado. A princípio não será vendido, mas distribuído em Araraquara", explica Danielle.  

"A ideia é uma biografia mesmo. Mostrar para a cidade quem foi Luís Antonio Martinez Corrêa, falar sobre seus trabalhos, suas paixões. Falamos da vida e obra", acrescenta.  

No livro, as autoras retratam desde a infância do artista, momentos de sua carreira, até sua vida no Rio de Janeiro, onde foi assassinado em 1987. Para as autoras, cada momento descrito no livro mostra um artista plural e irreverente. "Quando começamos esse projeto não imaginávamos que chegaria tão longe, tampouco que fosse uma história tão incrível. Estou muito feliz de ver o resultado", relata Manoela Marques.  

"Foi um privilégio vivenciar as histórias e conviver com pessoas incríveis que marcaram presença na vida de Luís Antônio. Poder registrar tudo o que conhecemos nesse livro é uma grande honra e que ele possa contar esses momentos e contribuir para que seu teatro esteja sempre presente", enfatiza Danielle.  

Francisco Rolfsen Belda, responsável pela Casa da Árvore e editor do projeto, diz que a obra tem especial importância por apresentar, também a uma nova geração de leitores, uma das maiores personalidades artísticas de Araraquara. "Será uma leitura essencial e inspiradora para estudantes, desde o ensino básico, e também a todos os interessados pela cultura e pela história artística e intelectual da cidade e do país", completa Belda.

Quem foi
Luís Antonio foi um artista araraquarense que alcançou o sucesso como diretor de teatro musicado, ganhando prêmios nacionais e internacionais, mas foi assassinado no auge da carreira, no Rio de Janeiro. Nasceu em 1950, saiu de Araraquara em 1970 para iniciar a carreira em São Paulo ao lado do irmão José Celso Martinez Corrêa e em seguida fundou o Grupo Pão e Circo. Em 1975, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar individualmente, dirigindo importantes espetáculos. A morte do artista, em 1987, abalou a família e ganhou destaque na mídia pelo caráter brutal do crime e a carreira de Luís foi interrompida de maneira trágica. Araraquara o homenageou dando seu nome à Casa da Cultura e criando um festival de teatro chamado Semana Luís Antonio Martinez Corrêa.  

Serviço:
Bate-papo: "Luís Um malandro burguês"
Dia: 29/11, quinta-feira
Horário: 20h
Local: Área de Leitura
Classificação: 16 anos
Grátis

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