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Economia

Vendas do comércio varejista cresceram 6,2% nos últimos doze meses

Porém, muitos empresários e consumidores ainda se sentem inseguros para tomar suas decisões de investimento e consumo

| ACidadeON/Araraquara

Comércio cresceu no primeiro trimestre
 
No primeiro trimestre do ano, as vendas do comércio varejista na região de Araraquara cresceram 4,9%. Somente em março, o faturamento atingiu o montante de R$ 1,6 bilhão, com alta de 7,3% em relação ao mesmo período de 2017. O resultado também é o maior para o mês desde o início da série histórica em 2008. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 6,2%.  

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
 
De acordo com Antonio Deliza, presidente do Sincomercio, os resultados positivos confirmam a tendência de melhora econômica brasileira. "Apesar do movimento do consumidor nos centros comerciais ainda estar abaixo do esperado, o crescimento nas vendas é um sinal favorável de que há um otimismo em relação ao futuro do país", diz. No entanto, ele ressalta que muitos empresários e consumidores ainda se sentem inseguros para tomar suas decisões de investimento e consumo devido à fragilidade da conjuntura atual.
 
Os segmentos com maior resultado de vendas foram os supermercados com alta de 10,9%; outras atividades com 11,9%; e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos com 21,1%. Dentre as nove atividades analisadas, apenas o segmento de lojas de vestuário, tecidos e calçados registrou queda de 31,4% nas vendas no comparativo entre março de 2018 e igual período de 2017.
 
Expectativa
Apesar da volatilidade diária nos mercados de negócios e da política brasileira, as projeções apontam para um crescimento de cerca de 5% no faturamento do varejo paulista em 2018. "Se esse novo padrão de vendas do comércio se manter as perspectivas de vendas serão muito melhores que as do ano passado", conclui Deliza.