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Economia

Dengue causa prejuízos às empresas por causa de ausências

Afastamentos chegam a 10% do quadro de funcionários; empresas alegam perda de produtividade

| ACidadeON/Araraquara

Restaurante árabe está com déficit em seu quadro de funcionários
Além de fazer mal à saúde, a dengue também provoca estragos na economia. Do comércio à indústria, da prestação de serviços aos autônomos, o mosquito Aedes aegypti causa prejuízos por onde ataca. Dados do Programa Nacional do Controle da Dengue, do Ministério da Saúde, mostram que o paciente perde, em média, seis dias de trabalho e muitas vezes volta ao batente ainda combalido, sem a mesma capacidade de produzir.

Araraquara está no centro das atenções nacionais por conta de uma epidemia. São 1.273 casos confirmados e atualmente é raro uma pessoa que não conheça alguém que teve ou está doente.

Não há como fazer um cálculo exato de quanto dinheiro é perdido por causa da doença, mas um estudo da Universidade Brandeis, dos Estados Unidos, estima que os custos da dengue para as Américas sejam de R$ 6 bilhões por ano. E 60% dos gastos são referentes à perda de produtividade e ao absenteísmo.

Antônio Deliza Neto, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomércio), diz que as faltas nas empresas chegam a 10%. "Toda empresa tem ou está com funcionários doentes. É péssimo, pois gera prejuízos com horas extras, excedentes, mais um encargo financeiro nas costas dos empresários", diz Deliza.

No comércio de Deliza, por exemplo, uma loja de artigos de festa, dos 43 funcionários, nesta quarta-feira (13) dois estão afastados porque estão com dengue. "A sociedade como um todo está sendo prejudicada pelo número de pessoas doentes".

Sentindo os efeitos

Empresários de diversos setores admitem que seja difícil estimar os prejuízos, mas sentem na pele os problemas por causa do adoecimento dos funcionários.  

Felipe Dahab é proprietário do restaurante Kibelanche, em Araraquara. A empresa ligada ao ramo de comida árabe tem 83 funcionários e além da ausência fixa e mensal de férias e licenças, a empresa sofre porque muitos funcionários estão ausentes porque contraíram dengue. 

"Todos os dias temos funcionários afastados com a doença. Ontem, foram sete pessoas. Hoje, seis", conta o comerciante que também está sem vendedor externo desde o começo da semana. Para manter a produção, não tem outra forma: é preciso ser ágil na reorganização das funções. "Quando não é o funcionário, é o filho; e a mãe precisa ficar em casa, porque a maior parte aqui é mulher", conta Dahab.



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