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Araraquara registra o maior saldo de contratações dos últimos cinco anos

Serviços, construção civil e indústria foram os setores que mais contrataram

| ACidadeON/Araraquara

Indústria é um dos setores que mais contratou em 2019 (Foto: Arquivo ACidadeOn)
Mais trabalhadores estão conseguindo uma colocação no mercado de trabalho em Araraquara. No primeiro trimestre deste ano foram 7.751 contratados e 7.005 desligados, resultando em um saldo final positivo de 746 postos de trabalho criados.

Os dados estão no levantamento realizado pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio varejista (Sincomercio) Araraquara, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

"Este é o maior saldo de contratações dos últimos cinco anos", explica o pesquisador João Delarissa. 

O resultado do município está em consonância com o cenário nacional, que abriu 164.256 novas vagas no mesmo período.

De acordo com dados oficiais, todos os cinco setores econômicos apresentaram melhora no nível de emprego na comparação trimestral entre 2019 e 2018. O maior número de contratações líquidas ocorreu no setor de serviços, com a abertura de 358 contratos de trabalho, seguido pela construção civil (305) e indústria (292). Em contrapartida, os setores de serviços e agropecuária encerraram o período com saldo negativo e fechamento de 144 e 65 vagas, respectivamente.

Mais homens
A pesquisa revelou ainda grande disparidade entre número de admissões de homens e mulheres. Das 746 novas vagas, 625 foram ocupadas por trabalhadores do sexo masculino, 83,8% do total.

Os setores que mais incorporaram essa parcela da mão-de-obra foram o da construção civil (297), indústria de transformação (254) e o setor de serviços (141).

"No Caged não há uma explicação exata para este fator, mas notamos que entre os subsetores que mais contrataram está a indústria mecânica, onde a maioria são homens. A construção civil, também onde há muitos homens trabalhando", diz Delarissa.

Em contrapartida, três setores encerraram o trimestre com saldo negativo de contratações masculinas: a agropecuária dispensou 61 trabalhadores, a administração pública, 21 e os serviços industriais de utilidade pública, 1.

Em relação a parcela feminina empregada, houve saldo de 121 contratações durante os três primeiros meses de 2019, 16,2% do total de admitidos. Desse total, 269 foram incorporadas pelo setor de serviços, 39 pela indústria de transformação e 8 pela construção civil. Por outro lado, o comércio encerrou os vínculos empregatícios de 159 mulheres, a administração pública, 31, agropecuária, -4 e os serviços industriais de utilidade pública -1.

Reformas
O balanço final desse primeiro trimestre é considerado positivo segundo a análise do Núcleo de Economia do Sincomércio. Porém, na opinião de Delarissa, uma melhora efetiva no nível de emprego depende das reformas propostas pelo Governo Federal. "Muitos empresários estão esperando o resultado das reformas para efetuar suas contratações", reforça.

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