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Escolas particulares vão ficar 5% mais caras em Araraquara

Levantamento feito pela CBN mostra que maioria das escolas utiliza como base de reajuste a inflação, somada ao aumento salarial de professores

| ACidadeON/Araraquara

Escolas particulares terão reajuste em 2020 (Foto: Arquivo/ON)
As mensalidades nas escolas particulares de Araraquara vão ficar em média 5% mais caras a partir do ano que vem, segundo levantamento feito pela CBN em seis instituições da cidade. A maioria destas escolas utiliza como base de reajuste o IPCA, inflação oficial do governo, que deve fechar 2019 em 4,25%, somada ao aumento salarial de professores.  

Em uma escola, que fica na Avenida Feijó, no Centro, a mensalidade vai subir 4,5% para 400 alunos. De acordo com o diretor Eliézer Caldas Moura, o reajuste é corrigido pela inflação e também considera aumento salarial dos professores.  

"Nosso caso tem ainda outro agravante que é o plano de carreira do professor, cujos valores são ainda mais altos que o dissidio. Mas a escola vai segurar o aumento para não pesar tanto", explica.  

Para 2,5 mil alunos de três escolas particulares, que ficam no Centro, Vila Harmonia e Jardim Morumbi, a mensalidade será reajustada em 5,26%. A diretoria, que representa as três instituições, justifica que o aumento é baseado na média da inflação mais a produtividade paga aos professores em convenção coletiva.  

De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, José Antônio Figueiredo, não há orientação sobre o valor a ser reajustado, mas uma tendência baseada em dados estatísticos sobre a economia. "Nós temos dados estatísticos e orientamos as escolas sobre o que pode acontecer na economia do País no próximo ano e cada um reajusta como acha melhor", diz Figueiredo.  

Em outra escola que fica no Jardim Adalgisa e que atende 600 crianças, o reajuste será de 5,5%.  

Já para um colégio de ensino médio e pré-vestibular, no Centro, o aumento também deve ficar na casa dos 5% para 200 estudantes. O professor e mantenedor da escola Homero Balera Borba explica que o aumento será baixo por considerar o momento difícil para muitas famílias.  

"Para os nossos alunos vai ter um reajuste pequeno até porque muitas famílias estão com problemas de desemprego e recessão econômica", diz Borba.  

O técnico em eletrônica, James Rodrigo Melato, de 40 anos, é pai da Valentina, 6, e do Vinicius, 12, que estudam em uma escola particular, no Centro de Araraquara. Ele já sabe que a mensalidade vai ficar mais cara e já começou a colocar na ponta do lápis as despesas para o ano que vem.  

"A gente acaba enxugando as despesas para dar uma boa oportunidade de estudo aos filhos. É um sacrifício que vale a pena", afirma.  

Sacrifícios
Para o trabalhador autônomo Celso Ricardo Matheus, 45, que tem um filho de 11 anos estudando em uma escola particular, no Centro, a mensalidade pesa no orçamento e é preciso fazer sacrifícios.  

"Vai tirando o que tem de supérfluo para conseguir pagar a escola", diz ele.

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