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Cerca de 40% dos 200 funcionários dos Correios de Araraquara estão em greve

A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal

| ACidadeON/Araraquara

Cerca de 40% dos 200 funcionários de Araraquara aderiram à greve (Foto: Arquivo/ON)
 
Em Araraquara, cerca de 40% dos 200 funcionários dos Correios aderiram à greve nacional, que foi decretada na noite da última terça-feira (10), em assembleias realizadas em diferentes pontos do País. 

A categoria quer impedir a redução dos salários e de benefícios, e é contra a privatização da estatal, que foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Jair Bolsonaro (PSL).

"Estamos tentando negociar nossos salários desde junho, quando venceu a data-base, mas não conseguimos acordo. O TST [Tribunal Superior do Trabalho] tentou nos ajudar, mas até agosto nada. A empresa quer tirar nossos benefícios e passar todos os trabalhadores para o regime CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e isso não aceitamos", diz Fernanda Romero, direto do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, regional de Ribeirão Preto, que engloba 92 municípios, inclusive Araraquara.

O reajuste salarial com reposição da inflação do período é um dos principais pontos reivindicados pela categoria. No entanto, os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

"Quanto à privatização somos contra porque vai ficar precária a prestação de serviço", reforça Fernanda.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirmam que a greve é geral e todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram ao movimento. 

"A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família", afirmou em nota a Findect.

O que diz a estatal
Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, "considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões".

A estatal ainda não divulgou balanço sobre os impactos da greve, mas fala em "paralisação parcial". "O principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população", disse a empresa.

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