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Economia

Número de inadimplentes diminui em Araraquara pela oitava vez seguida

Os números, analisados pelo núcleo de economia do sindicato, mostram redução de 8,7% no acumulado de 2019

| ACidadeON/Araraquara

Número de inadimplentes em Araraquara caiu pelo oitavo mês consecutivo. (Foto: Amanda Rocha/ACidade ON)

Araraquara seguiu a tendência registrada no estado e também no País e reduziu o número de inadimplentes em agosto, no comparativo com o mês anterior. Uma queda de meio porcento.  

A redução se repete pelo oitavo mês e no acumulado do ano, a queda soma 8,7%. Se comparado com agosto do ano passado, a queda é ainda maior de 11,9%.  

Os números fazem parte de um levantamento realizado pelo núcleo de economia do Sincomercio, com base nos dados divulgados pela Boa Vista SCPC.  

Por outro lado, também houve redução no total de devedores que conseguiram saldar suas dívidas, sendo 0,4% em agosto, no comparativo com julho. Ou seja, os consumidores não estão conseguindo pagar suas contas.  

No acumulado do ano, a redução foi de 11,5% e se comparado com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 12,6%.
Segundo o pesquisador do Sincomércio, Marcelo Cossalter, estes resultados tem relação com a recuperação da crise econômica, embora ainda lentamente.  

"As comparações com os resultados com o Estado e País demonstram que o cenário de Araraquara é fortalece o observado nos planos macroeconômicos e esses resultados refletem na crise que estamos nos recuperando levemente com elevados níveis de desocupação que são percebidos pelas famílias tanto em nível municipal, estadual ou nacional", explica.  

Na prática, quem esta devendo permanece com dívidas, por isso o número de consumidores que conseguiram quita-las caiu. Por outro lado, tem menos pessoas se endividando, o que justifica a redução na inadimplência e menos consumidores incluídos na lista de devedores.  

Segundo o economista, este fenômeno pode estar relacionado com a debilidade no mercado de trabalho e ao baixo nível de renda.  

"É possível que haja uma redução do número de inadimplentes sem o aumento do indicador de recuperação de crédito e o recuo em ambos esses indicadores tem como principal pilar a renda das famílias, que nos últimos anos meses não apresentou um crescimento e isso pode acontecer por causa de um mercado de trabalho ainda fragilizado, com alto nível de desemprego, que mantém os consumidores mais cautelosos", afirma.

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